quinta-feira, 5 de novembro de 2009

PALESTRA: A REALEZA DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO.‏

vitral coracao de jesus

ATENÇÃO: INSCRIÇÕES ABERTAS!

Prezados amigos e leitores,

Estão abertas as inscrições para a palestra sobre a realeza de Nosso Senhor Jesus Cristo a ser proferida pelo Professor de Filosofia Tomista, Carlos Nougué.

Dia: 06 de novembro de 2009.

Hora: 19:00h

Local: R. da Bahia, 1136 – Centro - Belo Horizonte - MG, 30160-011 – LIVRARIA PAULUS.

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Valor: R$ 5,00 (cinco reais) *

Para inscrever-se basta depositar o valor de ingresso (R$ 5,00) através do sistema pagseguro na coluna à esquerda deste blog.

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* Toda a quantia arrecadada será destinada à obra de caridade do Index Bonorvm e 1/3 (um terço) da quantia será destinada ao favorecimento do natal das crianças do LEUCEMINAS – Associação dos Leucêmicos do Estado de Minas Gerais.

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Currículum do Palestrante:

Prof Nougué02

Carlos Nougué (57 anos, brasileiro)

1) Professor da doutrina de S. Tomás de Aquino. Tem numerosos artigos publicados sobre esta doutrina e suas múltiplas aplicações.

2) Professor de História da Filosofia. Recentemente ministrou um curso de quatro meses no Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro.

3) Professor de Lógica aristotélico-tomista e de Latim.

4) Professor de pós-graduação de Tradução e Língua Portuguesa.

5) Tradutor de Latim, Francês, Espanhol e Inglês.

6) Principais traduções:

a) Sobre o Mal, de Santo Tomás de Aquino (Tradução do latim e Notas) (Rio de Janeiro, Sétimo Selo, 2005);

b) Sobre o Sumo Bem e o Sumo Mal, de Marco Túlio Cícero (Tradução do latim, Apresentação e Notas) (São Paulo, Martins Fontes, 2005);

c) A Natureza do Bem, de Santo Agostinho (Tradução do latim) (Rio de Janeiro, Sétimo Selo, 2005);

d) Sobre o Sermão do Senhor na Montanha, de Santo Agostinho (Tradução do latim, Apresentação e Notas) (Campo Grande, Edições Santo Tomás, 2003);

e) Santo Tomás de Aquino, de Gilbert Keith Chesterton (Tradução do inglês e Notas) (Nova Friburgo, Edições Co-Redentora, 2002);

f) A Inocência do Padre Brown, de Gilbert Keith Chesterton (Tradução e Notas, com Apresentação de Rosa Nougué) (Rio de Janeiro, Sétimo Selo, 2006);

g) D. Quixote da Mancha, de Miguel de Cervantes (Tradução do espanhol, Apresentação e Notas, em co-tradução com José Luis Sánchez) (Rio de Janeiro, Record, em 2005).

7) Prêmio Jabuti/1993 de Tradução e indicação para os de 1998 e 2006.

8) Lexicógrafo.

REALIZAÇÃO:

cabeçalho

APOIO:

sétimo selologo de castro01image

domingo, 6 de setembro de 2009

A subversão da Igreja, operada por um Concílio

Billot é ainda mais preciso: manifesta seu temor de ver o concílio manobrado (sic) pelos piores inimigos da Igreja, os modernistas, que já se preparam, como demonstram certos indícios, para introduzir a revolução na Igreja, um novo 1789..  Dom Marcel Lefebvre

 

E, em outra parte, diz que no Vaticano II “a Igreja teve pacificamente sua Revolução de Outubro” Yves Congar

O Concílio Vaticano II, é a Revolução Francesa na Igreja. Cardeal Suenens (Hans Kung, tem opinião similar).

 

A subversão da Igreja, operada por um Concílio

Um grande iluminado, o cônego Roca, viu há mais de um século os detalhes da tentativa de subversão da Igreja e do Papado projetada pela seita maçônica. Mons. Rudolf Graber em seu livro .Atanásio., cita as obras de Roca (1830-1893), sacerdote em 1858, cônego honorário em 1869. Excomungado mais tarde, pregou a revolução e anunciou o advento da sinarquia. Fala a miúdo, em seus escritos, de uma .Igreja novamente iluminada., que estaria influenciada pelo socialismo de Jesus e seus Apóstolos. .A nova Igreja, diz ele, que certamente não poderá guardar nada do ensino e da forma primitiva da antiga Igreja, receberá entretanto a benção e a jurisdição canônica de Roma.. Roca anuncia também a reforma litúrgica: .<strong>O culto divino tal como rege a liturgia, o cerimonial, o ritual, as prescrições da Igreja romana, sofrerão uma transformação após um concílio ecumênico (...) que lhe devolverá a simplicidade respeitável da idade de ouro apostólica, segundo o novo estado da consciência da civilização moderna.. </strong>

Roca especifica os frutos deste concílio: .<strong> .sairá dele algo que encherá o mundo de estupor e o porá de joelhos ante seu Redentor: a demonstração do perfeito acordo entre o idealismo da civilização moderna e o idealismo de Cristo e de seu Evangelho. Será a consagração da Nova Ordem Social e o solene batismo da civilização moderna.. Ou seja: todos os valores dessa cultura liberal, serão reconhecidos e canonizados logo após o concílio em questão. .</strong>

Vejam também o que Roca escreve sobre o Papa: . .Prepara-se um sacrifício que apresentará uma penitência solene (...).O Papado cairá, morrerá sob o punhal sagrado forjado pelos Padres do último concílio. O César pontifical é a hóstia preparada para o sacrifício.. Devemos acreditar que tudo isto está para chegar, a não ser que Nosso Senhor o impeça! .<strong>Por fim Roca fala dos novos sacerdotes que aparecerão, chamando-os de .progressistas.; fala da supressão da batina, do casamento de sacerdotes... muitas outras profecias! .</strong> Notem como Roca viu bem o papel determinante para a subversão da Igreja, de um último concílio ecumênico.

Mas não foram somente os inimigos da Igreja que assinalaram os transtornos que traria consigo um concílio ecumênico reunido em uma época em que as idéias liberais já haviam penetrado profundamente na Igreja.

Conta o P. Dulac que no consistório secreto de 23 de maio de 1923, o então Papa Pio XI interrogou os cardeais da Cúria sobre a oportunidade de convocar um concílio ecumênico. Eram cerca de trinta: Merry Del Val, de Lai, Gasparri, Boggiani, Billot... Billot dizia: .Não podemos dissimular a existência de divergências profundas dentro mesmo do episcopado... que podem dar lugar a discussões que se prolongariam indefinidamente.. Boggiani recordava as teorias modernistas, das quais dizia: parte do clero e dos bispos não estão isentos. .Esta mentalidade pode inclinar certos Padres a apresentar moções e introduzir métodos incompatíveis com as tradições católicas... Billot é ainda mais preciso: manifesta seu temor de ver o concílio manobrado (sic) pelos piores inimigos da Igreja, os modernistas, que já se preparam, como demonstram certos indícios, para introduzir a revolução na Igreja, um novo 1789..  Do liberalismo a apostasia, a grande tragédia conciliar. Dom Marcel Lefebvre – Editora Permanência

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Inscrição para o curso de Trivium

Inscrições para o curso de Trivium. Siga o procedimento que se segue:

1o. CADASTRO:
Preencha os dados abaixo, inserindo seu nome completo, e-mail, telefone, escolaridade e endereço.



2o. PAGAMENTO: o pagamento poderá ser feito de 3 formas.
a)Pagseguro;
b)Depósito em Conta;
c) Diretamente em dinheiro e à vista no dia das próprias aulas.

ATENÇÃO: Para fazer o pagamento por via de Depósito direto em Conta, informe-nos de sua opção via e-mail para receber os dados bancários. (indexbonorvm@gmail.com – dirigido a Renato Salles). Após efetuado o pagamento, o inscrito deverá scannear e enviar, via e-mail, o comprovante de pagamento. Tão logo seja confirmado o pagamento, o participante receberá um e-mail confirmatório que deverá trazer consigo para as aulas.

DÚVIDAS E ESCLARECIMENTOS durante o processo: indexbonorvm@gmail.com A/C Renato Salles.

VALOR: R$ 120,00 por mês

EMENTA DO CURSO E OUTRAS INFORMAÇÕES RELEVANTES:
http://indexbonorvm.blogspot.com/2009/08/o-trivium-em-belo-horizonte-rio-de_11.html

Dúvidas e Informações: indexbonorvm@gmail.com – Renato Salles

Datas das Aulas:

24/10/09
21/11/09
12/12/09
16/01/10
06/02/10

domingo, 9 de agosto de 2009

Missa na Rua (em frente a Catedral de Amiens – França)

 

Amiens, les infatigables toujours à la rue

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

LA IGLESIA, DESBORDADA POR EL CRISTIANISMO SECUNDARIO. LA «POPULORUM PROGRESSIO»

Iota Unum – Romano Amerio

Tomo 7 – Capítulo XLI

En §§ 220-221 hemos atribuído el presente declive del catolicismo al alejamiento de su propio fin primario para aplicarse a la perfección mundana del hombre. La religión redunda ciertamente en una perfección también temporal, y éste es el punto principal de las filosofías de Campanella y de Gioberti; pero no puede, sin desnaturalizarse, tomar tal perfección como fin primario o co-primario.

La variación afecta realmente a toda la teoría de los valores mundanos, tratada en §§ 205-210 y presupuesta en nuestro razonamiento. La Iglesia maduró la civilización europea como un efecto natural de la religión, pero secundario; ha desarrollado las virtualidades civilizadoras del mundo profano; ha asumido con el Vaticano II la toma directa de partido en el perfeccionamiento temporal, y así ha intentado hacer entrar el progreso de los pueblos en la finalidad del Evangelio.

La Populorum progressio explicita la doctrina. Se presenta como un desarrollo de la Rerum novarum: ésta enseñaba la armonización de las clases (ricas y pobres) en el ámbito de los Estados individuales; la encíclica de Pablo VI promueve sin embargo la armonización de los diversos pueblos (ricos y pobres) entre sí, ahora que la semejanza entre las gentes se ha hecho más conocida, más sentida y más estrecha, y son los pueblos (y no los individuos hambrientos) los que se presentan ante la solicitud de los pueblos opulentos.

También Juan Pablo II, en el discurso al Bureau international du travail, afirma ser el bien común mundial el problema social que hoy nos incumbe (OR, 16 junio 1982).

No entro a observar cómo en la Populorum progressio llega a su consumación un deslizamiento desde el orden de la beneficencia, que es un deber moral, al orden de la justicia, convertido en un derecho exigible.

Este deslizamiento se justifica en el sistema católico: como dije, las circunstancias históricas no sólo pueden cambiar el grado, sino incluso las especies de una conducta moral, hacer de una culpa leve una culpa grave, y convertir un acto de beneficencia en un acto jurídicamente obligatorio.

Prescindimos aquí de las propuestas concretas de la encíclica, como la constitución de un fondo mundial para socorrer a los países pobres, propuesta impugnada por sociólogos y economistas, movidos quizá por una visión demasiado unilateral. Más relevante es la variación de prospectiva por la cual se invierte la teleología, convirtiendo al progreso técnico y crematístico no exactamente en el fin, pero sí al menos en la condición previa de la perfección espiritual y de la obra de la Iglesia, según la orientación doctrinal del padre Montuclard (4 117).

Ciertamente, el término al que se dirige el desarrollo es un «un crecimiento integral»: un humanismo destinado a integrarse con Cristo, convirtiéndose así en un humanismo trascendente. Pero la relación entre ese todo que es el hombre humanamente desarrollado y ese otro que es el hombre sobrenaturalizado no resulta determinada.

Pablo VI auspicia un mundo en el cual la parábola de Lázaro y de Epulón sea corregida, «la libertad no sea una palabra vana y donde el pobre Lázaro pueda sentarse a la misma mesa que el rico» (n. 47).

Se invierte así el sentido de la parábola. En el Evangelio el rico «accepit bona in vita sua [recibe bienes durante su vida] », y por esta razón «cruciatur». Lázaro, al contrario, «recepit mala et nunc consolatur [recibe males y ahora es consolado]» (cfr. Luc. 16, 25).

Querer que Lázaro goce como el rico significaría igualar esos bienes mundanos a la consolación celeste y hacer de la fruición de los bienes del mundo un valor conectado con la fruición de Dios e incluído en ella.

Además, como enseña solemnemente el Sermón de la Montaña, hay una contraposición entre el llanto y la consolación, entre la sed de justicia y la saciedad de justicia» [1]. Sin embargo no se puede sostener que el llanto sea una consolación incipiente (ésta consiste en la cesación del llanto) o que estar sediento sea un incipiente no tener sed. El preámbulo de una cosa no es la cosa. La fórmula del cristianismo es aut aut, no et et. Se puede quizá legitimar también et et, pero no a la par, porque las cosas del mundo se quieren solamente hipotéticamente y como medio, mientras las del cielo absolutamente y como fin de todos los fines.

Pero el pensamiento de la encíclica de Pablo VI está bien aventurado por su difusor, el padre Lebret [2] el oficio de la Iglesia en la transformación del mundo no es ni supletorio ni secundario, sino más bien esencial a la predicación del Evangelio, que es «la misión de la Iglesia [dice el Sínodo de obispos de 1971] para la redención de la Humanidad y la liberación de toda situación opresora». La dualidad de redención y liberación repropone el et et sofístico; en realidad redención y liberación no son dos, sino una, porque la redención coincide con la liberación: pero una liberación en Cristo, espiritual y escatológica.


[1] Esta contraposición es hoy debilitada y eludida.

[2] Ver V. COSMAO, Transformar el mundo: una tarea para la Iglesia, Ed. Sal Terrae, Santander 1981. El autor es el director del Centre Lebret.

domingo, 2 de agosto de 2009

PROFECIAS DE SÃO PIO DE PIETRILCINA

 

Precedido de tormentas, ventos desencadeados e terríveis terremotos, que abrirão a terra e a farão tremer, Eu virei uma noite, durante os frios meses de inverno, a este mundo carregado de pecados: raios e centelhas, saidos de incandescentes nuvens, incendiarão e reduzirão a cinzas tudo o que está contaminado pelo pecado. A destruição será total. O ar envenenado de gases sulfurosos e levantando asfixiantes fumaceiras, será levado a grandes distânciaspelas rajadas de vento. As obras levantadas pelo homem com espirito louco e atrevido de adoração a si mesmo, querendo demonstrar seu ilimitado poder, serão aniquiladas. Então a raça humana compreenderá que há uma vontade muito superior á sua, que destruirá seus vazios alardes de vanglória. Rapidamente, fechai vossas portas e janelas, tapai toda a vista do mundo exterior durante o mais terrivel dos acontecimentos; não profaneis vossa vista com olhares curiosos, porque santa, santa é a ira de Deus. A terra será purificada para vós, os restos do fiel rebanho.

Encomendai-vos á protecção de Minha Santissima Mãe; não desanimeis apesar do que vereis e ouvireis; é uma ficção do inferno que não vos poderá fazer nenhum dano. Cobride-vos em constantes orações debaixo da protecção de Minha cruz e invocai os anjos de vossas almas. Lutai com confiança em Meu eterno amor e nao deixeis que se levantem em vós duvidas acerca de vossa salvação. Quanto mais firme e perseverantemente permanecerdes em Meu amor, tanto mais seguramente os defenderei contra todo o dano. Lutai pelas almas amadas do Meu coração.

Preseverai por uma noite e um dia e por uma noite e um dia, e a noite seguinte se acalmarão os terrores… Ao amanhecer do proximo dia o sol brilhará outra vez e seu calor e sua luz dissipará os horrores da escuridão. Aceitai a nova vida com humilde gratidão. Vivei com simplicidade e gratidão em paz e amor, segundo Minha intenção. Orai e sacrificai-vos para que vosso sacrificio produza abundantes frutos de bençãos e para que floresça uma raça nova que alegre vossos corações...

O mundo os chamará de fanáticos, loucos e criaturas miseráveis; ameacarão fazer-vos vacilar em vossa constância com sua elocuencia enganosa. E os trapaceiros intrigantes do inferno tentarão ganha-los com os seus astutos enganos. Lutai com humildade e silencio; combatei com as armas das boas obras; oração, sacrificios e com a convicção interior do dever. Buscai refugio na Minha Mãe da Graça, para que o flagelo inevitavel resulte numa vitoria sobre o inferno e para que os Meus anjos possam dar as boas vindas nas eternas venturas do Pai ás ovelhas penitentes...

A hora do castigo está proxima, mas eu manifestarei Minha misericórdia. Nossa época será testemunha de um castigo terrivel. Meus anjos se encarregarão de extreminar a todos os que riem de Mim e não acreditam nos meus profetas. Furacões de fogo serão lancados pelas nuvens e se estenderão sobre toda a terra.

Temporais? Tempestades, trovões, chuvas initerruptas e terremotos cobrirão a terra. Pelo espaco de três dias e três noites de uma chuva initerrupta de fogo seguirá então, para demonstrar que Deus é o dono da criação.

Os que acreditam e esperam em Minha palavra não terão nada que temer, porque Eu não os abandonarei, o mesmo que os que escutem minhas mensagens. Nenhum mal ferirá os que estão em estado de graça e buscam a proteção de Minha Mãe. A vós, preparados para esta prova, quero dar sinais e avisos. A noite será muito fria, surgirá o vento, se farão... e trovões.

Fechai todas as portas e janelas, não faleis com nenhuma pessoa fora de casa. Ajoelhai-vos em frente do vosso crucifixo. Arrependei-vos de vossos pecados. Rogai a Minha Mãe, para obter sua protecção. Não olheis para fora enquanto a terra tremer, porque o nojo de Meu Pai é Santo. A vista de sua ira não a podeis suportar vós. Os que não prestem atenção a esta advertência, serão abandonados e instantaneamente mortos pelo furor da colera Divina.

O vento transportará gases envenenados que se espalharão por toda a terra. Os que sofram inocentemente serão mártires e entrarão no Meu reino. Depois dos castigos, os anjos descerão do céu e espalharão o espirito de paz sobre a terra. Um sentimento de incomensuravel gratidão se apoderará dos que sobrevivam a esta terrivel prova. Rezai piadosamente o rosário, se possivel em comum ou sós.

Durante estes três dias e três noites de trevas, poderão ser acesas só velas benzidas no dia da candelaria (2 de Fevereiro) e darão luz sem se consumir.

Mensagem tomada do seu testamento e feito distribuir pelos sacerdotes franciscanos a todos os grupos de oração catolicos em todo o mundo, já desde o Natal de 1990.

Fonte: Blog do Manuel (Polêmicas à parte)

domingo, 26 de julho de 2009

CARITAS IN VERITTE: A SUBSTÂNCIA DO AMOR

Hugo de São Vitor

A SUBSTÂNCIA DO AMOR

Inst. in Decalogum Legis Dominicae
C. 4, PL 176, 15-18;
Miscelannea L. I C. 171,
PL 177, 563-565 *
1. Introdução. Os dois rios do amor.
Semeamos cotidianamente um sermão sobre o amor para que possa faiscar e acender-se em nossos corações aquele fogo que produz a chama que tudo consome e tudo purifica.
Tudo o que é bom o é pelo amor, e tudo o que é mau o é também pelo amor. Uma só é a fonte do amor que, subindo do interior, derrama-se em dois rios: um destes rios é a cobiça, o amor do mundo; o outro é a caridade, o amor de Deus. Entre ambos estes rios está o coração do homem, de onde jorra a fonte do amor. Quando este se derrama pelo apetite às coisas exteriores, é chamado de cobiça; quando o seu desejo, porém, se dirige às coisas interiores, é denominado de caridade.
Há, portanto, dois rios que emanam da fonte do amor, a cobiça e a caridade, e a cobiça é a raiz de todos os males, enquanto que a caridade é a raiz de todos os bens. É pelo amor que tudo o que é bom é bom e é pelo amor que tudo o que é mau é mau. O que quer que seja o amor, portanto, coisa grande é quando está em nós. Por ele é tudo o que há em nós: isto é o amor.
O que é o amor, quão grande é o amor, e onde está o amor?
A Palavra de Deus fala de amor. Não vos parece, porém, que este assunto pertença mais propriamente aos que costumam prostituir o seu pudor? Eis quantos são os que abraçam prontamente o seu ministério, e eis quão poucos são os que não se envergonham de falar abertamente de suas palavras! Que fazemos nós, portanto? Teríamos talvez tão pouco pudor que não nos envergonhamos de proclamar este amor que até os impúdicos às vezes não conseguem exprimi-lo sem vergonha?
Mas uma coisa, porém, é investigar o vício para que seja erradicado; outra exortar ao vício, para que a virtude e a verdade não sejam amadas. Nós investigamos e buscamos conhecer o que há em nós que divide de tantas maneiras nossos desejos e conduz um só coração a coisas tão diversas para que, conhecendo-o, possamos nos precaver, enquanto que eles investigam este mesmo assunto também para conhecê-lo, mas para que, conhecendo-o, possam não se precaver, mas praticá-lo. Esta coisa nada mais é do que o amor o qual, sendo um movimento do coração singular e único segundo a sua natureza, é, todavia, segundo a ação, dividido, pois quando se move desordenadamente, isto é, ao que não deve, é dito cobiça; quando, porém, o faz ordenadamente, é chamado de caridade.
Com que definição poderá ser significado este movimento do coração ao qual chamamos de amor? É importante que nós o examinemos adequadamente, para que nada dele fique escondido e desconhecido e, para que, por este motivo, não seja evitado sendo mau e não seja apetecido sendo bom, justamente este amor do qual, sendo mau, procedem tantos males e do qual, sendo bom, procedem tantos bens.
2. O que é o amor.
Como definiremos o amor? Investiguemos, consideremos, porque é oculto o que se busca e quanto mais interiormente estiver colocado tanto mais dominará em todas as partes do coração.
Isto, portanto, parece ser o amor: uma deleitação de um coração a algo por causa de algo, que é desejo ao apetecer, gozo ao fruir, que corre pelo desejo e repousa pelo gozo. Por ele o coração humano é bom, e por ele também o coração humano é mau; pois nem de outro modo será bom, se é bom, nem de outro modo será mau, se é mau, senão porque bem ou mal amamos o que é bom. Tudo o que é, é bom, mas quando aquilo que é bom é mal amado, isto não é bom e é mau. Nem quem ama é mau, nem o que é amado é mau, nem o amor pelo qual se ama é mau, mas amar mal é mau e nisto consiste todo o mal.
Ordenai, pois, a caridade, e já não haverá mais nenhum mal.
3. O plano de Deus.
Grande coisa queremos recomendar, se todavia pudermos o que queremos.
Deus onipotente, que de nada necessita, porque Ele é o sumo e verdadeiro bem, o qual nem pode receber de outrem algo pelo qual cresça, já que todas as coisas provém dEle, nem pode perder algo do que é seu pelo qual venha a morrer, já que nEle imutavelmente consistem todas as coisas, Ele mesmo criou o espírito racional apenas pela caridade, movido por nenhuma necessidade, para que o fizesse participante de sua própria bem aventurança.
Para que ele, porém, fosse capaz de fruir de tanta bem aventurança, fêz nele o amor espiritual, um certo paladar do coração pelo qual este fosse sensibilizado ao gosto da doçura interior, na medida em que por este amor saboreasse a alegria de sua felicidade e a Ele inerisse por um infatigável desejo. Pelo amor, portanto, Deus uniu a si a criatura racional para que, sempre inerindo a Ele, dEle sugasse de algum modo pelo afeto o próprio bem pelo qual seria beatificado, dEle o bebesse pelo desejo e nEle o possuísse pelo gozo.
Suga, ó pequena abelha, suga; suga e bebe a inenarrável suavidade de tua doçura. Submerge-te e plenifica-te, porque Ele não pode falhar se tu não começares a te enfastiar. Adere e inere, toma e frui; se o gosto for sempiterno, sempiterna será também a bem aventurança.
Não nos envergonhemos e não nos arrependamos de ter feito esta palavra de amor; não nos arrependamos de onde procede tanta utilidade, não nos envergonhemos de onde procede tanta honestidade.
4. Os dois cordéis da caridade.
A criatura racional, portanto, une-se ao seu Criador pelo amor, e só há este vínculo de amor que liga nele a ambos, vínculo tanto mais feliz quanto mais forte.
Por este motivo, para que a indivisa sociedade e concórdia também fossem perfeitas, há um duplo cordel na caridade de Deus e do próximo, para que pela caridade de Deus todos co-inerissem a um só, e pela caridade do próximo todos se fizessem mutuamente um só. Deste modo, o que alguém em si mesmo não entenda deste um só ao qual todos inerem, mais plena e perfeitamente poderá possuí-lo no outro pela caridade do próximo, e assim o bem de todos pode-se tornar o todo de cada um. Ordenai, portanto, a caridade.
O que significa `ordenai a caridade'? Significa que, se o amor é desejo, que corra bem; se é gozo, que repouse bem. O amor, de fato, conforme já foi dito, é a deleitação de um coração a algo por causa de algo, desejo ao apetecer e gozo ao fruir, correndo pelo desejo e repousando pelo gozo, correndo a algo e nele repousando.
Ao que, porém, e em que?
5. A ordenação da caridade.
Ouvi, se talvez o pudermos explicar, pelo que deve correr o nosso amor, ou em que deve repousar.
Três coisas há que podem ser amadas bem ou mal, isto é, Deus, o próximo e o mundo.
Deus está acima de nós, o próximo está junto a nós, e o mundo está abaixo de nós.
Ordenai, portanto, a caridade. Se corre, que corra bem; se repousa, que repouse bem. O desejo corre, o gozo repousa. Por este motivo o gozo é uniforme, porque sempre está em um só, nem pode variar pela vicissitude; o desejo, porém, recebe a mutabilidade do movimento e, portanto, não se contém em um só, mas apresenta várias espécies.
Toda corrida é ou daquilo que é, ou com ele ou para ele. Como, portanto, deve correr o nosso desejo?
Existem três coisas, Deus, o próximo e o mundo. Deus pode ter três coisas na corrida de nosso desejo, o próximo pode ter duas e o mundo apenas uma. Deste modo pode haver caridade ordenada no desejo.
O amor pode correr ordenadamente pelo desejo de Deus, com Deus e a Deus. Corre pelo desejo de Deus, quando dEle recebe de onde o ame. Corre com Deus, quando em nada contradiz à sua vontade. Corre a Deus quando apetece nEle repousar. Estas são as três coisas que pertencem a Deus.
Já duas são do próximo. A caridade pode correr pelo desejo do próximo e com o próximo, mas não o pode ao próximo. Corre pelo desejo do próximo quando se alegra de sua salvação e de seu aproveitamento. Corre com o próximo quando na via de Deus o deseja como companheiro de caminho e como sócio em seu encontro. Mas não pode correr ao próximo, para que constitua no homem a sua esperança e confiança. Estas são as coisas que pertencem ao próximo; isto é, dele e com ele, mas não a ele.
Uma só coisa pertence ao mundo, que é correr recebendo dele; não com ele, nem a ele. O desejo, de fato, corre recebendo do mundo quando este, examinado como obra de Deus, pela admiração e pelo louvor nos converte mais ardentemente a Deus. O desejo correria com o mundo se o mundo, por causa da mutabilidade das coisas temporais, nos conformasse a si pelo desânimo na adversidade e pela elevação na prosperidade, e deste modo a ele nos tornássemos semelhantes. O desejo correria ao mundo se quisesse sempre repousar em seus prazeres.
Ordenai, portanto, a caridade, para que ela corra pelo desejo de Deus, com Deus e para Deus; pelo desejo do próximo, com o próximo mas não ao próximo; recebendo do mundo, mas não com ele e nem para ele, para que assim somente em Deus repouse pelo gozo.
Esta é a ordenada caridade, e fora dela tudo o que se faz não é caridade ordenada, mas cobiça desordenada.
6. O amor, vida do coração.
O amor é a vida do coração e, portanto, sem amor é inteiramente impossível que haja um coração que deseje viver.
Considera o que se segue daqui.
Se, de fato, a mente humana não pode existir sem amor, é necessário que ame ou a si mesma ou a algo além de si mesma.
Como, porém, em si mesma não pode encontrar o perfeito amor, se se amasse apenas a si mesma o amor feliz não existiria.
É necessário, portanto, se desejamos amar com felicidade, que busquemos algo além de nós a que amemos. Se começarmos a amar, porém, algo imperfeito fora de nós, estimularemos em nós o amor, mas não excluiremos a nossa miséria.
Ninguém amará, portanto, com felicidade, até que o seu desejo não se converta pelo amor ao verdadeiro e sumo bem.
Como, porém, somente Deus é o verdadeiro e sumo bem, amará com felicidade apenas quem amar a Deus, e com tanta maior felicidade quanto mais amplamente o amar.
Este, portanto, será o verdadeiro repouso de nosso coração, quando nos estabelecermos pelo desejo no amor de Deus, nem mais nada além dEle apetecermos mas, nEle já possuído, nos deleitarmos por uma feliz segurança. Como Ele não estende o apetite para além dEle, nem repele pelo temor, assim de certo modo nEle repousamos por uma felicidade sem vexação.
A enfermidade da mente humana porém, não direi sempre, mas algumas vezes, dificilmente pode fixar-se na doçura da divina contemplação. Por este motivo, enquanto não o consegue, deve ser acostumada por um certo estudo àquela estabilidade a qual ainda não é capaz de alcançar. Isto é, se não podemos pensar sempre em Deus, que pelo menos reprimamos nosso coração dos pensamentos ilícitos e vãos, para que o possuamos na consideração das suas obras e de suas maravilhas, até que, enquanto nos esforçarmos em ser sempre menos instáveis, finalmente, no-lo concedendo Deus, sejamos capazes de nos tornar verdadeiramente estáveis.
7. A fé, navio nas ondas deste mundo.
Procurarei oferecer-te um exemplo para que possas promover estas coisas.
Todo este mundo é como um dilúvio, porque todas as coisas que estão neste mundo, à semelhança das águas, correm flutuando por eventos incertos.
Já a verdadeira fé, que não promete coisas transitórias, mas eternas, levanta a alma como que de certas ondas, erguendo-a da cobiça deste mundo às coisas do alto; ela pode então ser levada pelas águas, mas não pode ser inteiramente submergida, porque este mundo pode ser usado devido à necessidade, mas não pode obrigar o afeto.
Quem quer que, portanto, não crendo nas coisas eternas, somente apetece as que são transitórias, debate-se entre ondas como que sem navio, e o ímpeto das águas que correm o carregam consigo. Quem , porém, crendo nas eternas, ama as coisas transitórias, este é como aquele que naufragou perto de um navio. Já quem crê nos bens eternos e os ama, como que já colocado no navio, atravessa seguro as ondas do mar revolto. E se pelo desejo da fé não abandonar o navio, de certo modo, ainda que no meio das ondas, imita a estabilidade da terra.
Em primeiro lugar, portanto, se quisermos atravessar ilesos este grande mar, fabriquemos um navio, de tal maneira que tenhamos uma fé íntegra. Habitemos depois o navio da fé pela caridade, para que creiamos o que devemos amar e amemos o que cremos, de modo que assim tanto a lei de Deus esteja em nosso coração pelo reto conhecimento da fé como o nosso coração esteja na lei de Deus pelo amor.
Mas para que mais facilmente conheças como ou de onde deves edificar este navio ou arca em teu coração pelo qual, conduzido em meio ao naufrágio deste dilúvio, chegues ao porto da quietude, considera as duas obras de Deus que são a obra da criação e a obra da restauração.
A obra da criação é a criação do céu e da terra e de todas as coisas que neles estão contidas, as quais foram feitas em seis dias.
Já a obra da restauração é a Encarnação do Verbo e todas as coisas que, desde o princípio do mundo até o seu fim, tanto a precederam para anunciá-la como a seguiram para confirmá-la. Estas todas se fizeram ao longo de seis idades.
A obra da restauração mais pertence à fé católica, a qual por isto é mais amada pelos santos, porque nela reconhecem os remédios para a sua salvação. Deus operou esta obra em parte pelos homens, em parte pelos anjos, em parte por si mesmo, de tal maneira que na arca espiritual a primeira morada são as obras dos homens, a segunda as obras dos anjos, a terceira as obras de Deus, e nela o supremo repouso é o próprio Deus, autor de todas.

* Pode ser encontrado também em PL 40, 843-848.