domingo, 8 de março de 2009

Quaresma x Campanha da Fraternidade

Se a Igreja não fosse uma instituicao divina, este Concílio(CVII) teria enterrado-a."-Cardeal Giuseppe Siri

Sábias palavras do Cardeal Giuseppe Siri. Em nosso país encontramos algo análogo: Se a quaresma não fosse uma instituição divina, as Campanhas da Fraternidade, teriam enterrado-a... como desejaram seus autores.

Antes de começar a escrever estas linhas, dei uma rápida passada pelo site da CNBB. Primeiramente encontrei um ou dois (não tenho certeza de serem dois) textos sobre a Quaresma. Na Quarta-Feira de cinzas foram publicados inúmeros textos sobre a Campanha da Fraternidade. Nossos Bispos estavam ansiosos por mais esta novidade. Justamente este é o maior atrativo: a novidade.

É inacreditável as coisas que se lêem no site da CNBB. Vejam o que escreveu Dom Aloísio Sinésio Bohn:

“É possível pensar um projeto para todos? Todas as religiões, todos os segmentos sociais e para todos os rincões do país? Ele existe e se chama “Campanha da Fraternidade”. 46ª Campanha da Fraternidade

Claro que é possível pensar em um projeto para todos: Deus Pai, enviou Nosso Senhor porque deseja que todos os homens sejam salvos. Porém todos não serão salvos, para aderir a este projeto, o preço é o assentimento da inteligência e da vontade, a verdade revelada. Este projeto exclui todas as religiões, porque traz a terra a religião que desceu do céu. Também não abarca todos os segmentos sociais ou rincões do país. Por este motivo, a Campanha da Fraternidade, é mais atrativa que a Quaresma, o coração da CNBB e de seus integrantes, esta na terra e não naquele que a criou.

O projeto a que se intitula Campanha da Fraternidade, vai na linha de outro projeto, o do Estado Laico, produzido pelo iluminismo e pela maçonaria que agora são amiguinhos da CNBB. O preço deste projeto é a exclusão da verdade católica na sociedade.

Ora, a Campanha da Fraternidade pela doutrina tradicional da Igreja, é inválida e espúria. Porque trata-se de uma campanha de misericórdia espiritual feita para todas as religiões, segmentos sociais e rincões do país. E portanto é uma misericórdia separada de Cristo, por ser puramente agnóstica e laica, é uma misericórdia sem verdade e sem vergonha. Não é uma campanha para os que acreditam em Cristo e poderiam vir a crer se a doutrina da Igreja fosse ensinada e praticada. O tema da Campanha da Fraternidade promovida pelos apóstolos foi apenas um e nunca mudou. Duvido muito que os Bispos teriam coragem de fazer uma campanha com o tema: “Todos pecaram e estão carentes da glória de Deus”.

O Deus de Bispos como Dom Lucas Moreira Neves, Dom Hélder Câmara, Dom Pedro Casaldaliga, Dom Tomas Balduíno, Dom Demétrio Valentini, etc é a consciência agitada pelo estômago! Em todos a vontade prevalece sobre a inteligência, por este motivo, a preocupação de Dom Lucas não é a salvação das almas dos presos, mas tão somente a de suas vidas biológicas.

O problema tanto nos presídios, como na política e na sociedade como um todo, é que não se tem mais católicos, porque pouquíssimos Bispos dão exemplo de fé e cumprem a suprema lei da Igreja que é a da salvação das almas. Na maioria das vezes, testemunham a adesão prática a filosofia nominalista de Guilherme de Ockham: tem apenas o nome de Bispos, enquanto as palavras e atitudes testemunham algo completamente diferente. Isto acaba por se refletir nos fiéis que passam apenas a possuir o nome de católicos e nada que os defina como tais em termos de palavra e atitude.

A paz é fruto da justiça, concordo que é justo o pedido aos políticos para que sejam políticos. Então que nos dêem exemplos os demais Bispos da CNBB como nos dão Dom Aldo e o Arcebispo de Olinda e Recife. Do contrário o pedido de honestidade e integridade política, será apenas um pedido nominalista: vazio de conteúdo. É justo e necessário que os Bispos, sejam Bispos e comecem a falar da paz de Cristo que definitivamente não é a paz do mundo!

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