terça-feira, 30 de junho de 2009

A Igreja das Conferências Episcopais, é a humanidade!

A Igreja que é santa e pecadora, é a auto-projeção do homem irremediavelmente corrompido pelo pecado, é justificada somente pela fé (Sola Fides), ela é a humanidade!

Há “Ecclesia semper reformanda” dos reformistas protestantes, é também a Igreja dos modernistas. Não é dificíl identificar esta Igreja com a humanidade, basta-se apenas considerar que ela (humanidade), evoluiu após sucessivas reformas. O bom senso, move o juízo a acreditar que, é  o homem, quem necessita sempre se reformar de acordo com as normas da Igreja de Cristo, que é santa e incorruptível, tem Cristo por cabeça. A Igreja tem a promessa de Cristo feita a Pedro, ao homem, é dito que aquele que perseverar até o fim será salvo. Mas se o objeto da perseverança necessita de reformas, como ele poderá perseverar no caminho da salvação? Como acreditar em uma Igreja Santa e Pecadora?

Na Igreja Católica, as Conferências Episcopais (desde o Vaticano II),vem reproduzindo este modelo maligno. Transformaram o episcopado de responsável pela unidade da fé na Igreja, em responsável pela unidade do gênero humano. Isto é evidentemente claro nestas conferências que não possuem racionalidade, mas afetividade católica. Provar isto, é muito fácil, basta-se observar que a racionalidade do episcopado moderno, é humanista, liberal, protestante, socialista, comunista, pelagiana, etc. Na obra desenvolvidas pelas dita cujas, existe muito da obra do reformista e do modernista, onde é bastante evidente que não sabem; o que é Deus? Quem é Deus? O que possuem é apenas um sentimento religioso, não possuem racionalidade Cristã, mas apenas uma afetividade que move a esperança de encarnar a verdade revelada em culturas humanas. Enquanto os reformistas tentaram encarnar a verdade revelada na cultura nominalista, os modernistas a tentam encarnar em qualquer cultura humana. Porém o que ocorre, é um efeito contrário, onde tudo acaba se encerrando na humano.

Os falsos profetas que diriam que Cristo esta aqui, ou acolá, nada mais são do os encarnadores da verdade revelada.  Santo Tomás de Aquino e Santo Agostinho, para batizar Aristóteles e Platão, primeiro crucificaram suas filosofias com Cristo. Se eles tivessem tentado encarnar a verdade revelada, como hoje se tenta, esta encarnação estaria perdurando até nossos dias. De fato, a linguagem da cruz é loucura para os que se perdem e salvação para aqueles que acreditam, como bem provam os modernistas. Desesperados da cruz, tentaram centralizar o cristianismo na encarnação, mas então, para que a cruz?

Os inumeráveis abusos que temos assistido nos últimos tempos, tem sua origem nesta visão teológica. O Papa, por exemplo, é sucessor de São Pedro, ele é o responsável pela unidade da fé na Igreja, mas o episcopado preocupado com a unidade do gênero humano, empenhado no serviço a humanidade, simplesmente não o obedecerá. Isto efetivamente, demonstra-se na prática dos Bispos, que mantém um vínculo afetivo junto ao Papa, mas o racional, é devotado a humanidade. Na mesma rota estão os abusos litúrgicos (tão comuns em nosso tempo), nada mais são do que a celebração da unidade do gênero humano. Dentro da visão exposta anteriormente, os abusos tornaram-se naturais e não sofrem mais coerção, porque segundo alguns, agora a Igreja assumiu uma forma positiva de ensino.

Enfim, não faz sentido condenar o erro, anatematizar e excomungar, quando a Igreja é a humanidade. Independentemente das condenações o católico, permanecerá católico, enquanto membro da humanidade…

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