sábado, 13 de junho de 2009

O modernismo e o Verbo que se fez mundo

É certo que se deve amar o mundo por ter sido criado por Deus, como também é certo que devemos amá-lo, com o amor devido ao inimigos. No entanto, com o advento do modernismo, os inimigos foram transmutados em amigos. Esquece-se a inimizade profunda entre Deus e o mundo, para ter por amigo, um inimigo de Deus. Quem transmuta o inimigo em amigo, também transmuta lobo, cães e porcos, em ovelhas e é o que tem acontecido desde a década de 1965, com o encerramento do Concílio Vaticano II que se encerrou propondo o diálogo com o mundo. O otimismo deste diálogo (definido como inculturação), tem por diretriz principal o seguinte lema:

"Aquilo que nos une, é maior do que aquilo que nos separa."

Somos todos humanos e criaturas de Deus, isto nos une e o que nos separa, é que não somos todos filhos de Deus, mas somente aqueles que acreditam em Jesus e professam a fé católica. O lema do diálogo, parte de que o humano nos une e o divino nos separa, ou seja, o homem é elevado ao primeiro e Deus é colocado em um segundo plano. Considerando-se estas coisas, o mandamento de amarmos a Deus sobre todas as coisas, é subvertido e os dialogantes, passam a "amar ao próximo sobre todas as coisas, e a Deus como a si mesmos". É quando a paz de Cristo e a paz do mundo tornam-se uma e a mesma coisa e já não ressoa mais como paz de Cristo, mas como um "namaste" (O deus que esta dentro de mim, saúda o deus que esta dentro de você). Digamos que, este é o principal motivo pelo qual a crença em Deus ameaça desaparecer em diversas sociedades.

Não se poderia esperar outro comportamento da Igreja pós-concíliar, a não ser este pacifimo covarde. O Concílio Vaticano II reconheceu o mundo moderno, como o melhor dos mundos possíveis através da Gaudium Et Spes e da Dignitatis Humanae. Consequentemente a partir de então, a maioria esta na melhor das Igrejas possíveis e tal como o mundo, onde todo mal é necessário para a sua evolução, da mesma maneira na Igreja, toda heresia é necessária, digamos, para a evolução dos dogmas. Esta afinidade entre a Igreja que tem por cabeça Cristo e a humanidade que tem por cabeça o homem corruptível e decaído no pecado, só foi possível pela adoção do modernismo. Desde então o Católico que obrava pela sua salvação, passa a obrar pela inculturação, ecumenismo e diálogos culturais e inter-religiosos que não tem fim. Porque o homem na concepção é tão bom quanto o bom selvagem de JJ Rousseau, ou como o homem Pelaginano (seu ancestral). Logo, se não necessito de salvação, então devemos trabalhar por um mundo melhor, pois sendo o melhor possível, ele é melhor até mesmo que a Nova Jerusalém (que os modernistas viram na modernidade, nem as escrituras eles obedecem).   Cumpre notar que  o ecumenismo nos católicos, produz um efeito bem curioso, eles passam a acreditar que só por ser protestante, uma pessoa não pode ser condenada ao inferno. Vejam só, estes católicos passam a crer com os protestantes, que a Igreja é apenas útil a salvação e não necessária como sempre se acreditou. Neste caso, parece que o dogma “Extra ecclesiam nulla sallus” evoluiu para a extremidade oposta!

O modernismo nada mais é do que a doutrina do Verbo que se fez mundo. Consequentemente todas as suas doutrinas devem se sujeitar ao mundo, tal como a doutrina da evolução do dogma, onde o modernista apostatá da fé no Espírito Santo e passa a crer na ciência e a apresentar o própio Espírito Santo, como a evolução que ele crê. Deste modo, o Espírito Santo que não pode ser conhecido pelo mundo,  é apresentado como se fosse a evolução, que ensina ao homem todas as coisas. E o cristianismo imanentista, se apresenta com toda sua força, fazendo da matéria o Pai, do mundo o Filho e da evolução, o Espírito Santo. Reparem que não se fala mais nos dons do Espírito Santo, agora se fala pura e simples em termos técnicos científicos. Não foi atoa que os modernistas chegaram a afirmar que a humanidade é a Igreja, eles realmente acreditam que Cristo é o verbo que se fez mundo (são anticristos). Querem sempre o progresso da Igreja, mas eles mesmo não progridem para lugar algum, são vázios e dão testemunho perfeito do niilismo. As visões de progresso deles, são as mesmas do mundo, de onde pode se demonstrar que eles realmente acreditam que a Igreja é a noiva do "verbo" que se fez mundo, não do Verbo que se fez Carne. 

É bastante óbvio que se a Igreja progredir para a visão dos modernistas, ela se tornará o própio mundo.Uma religião que tenha o modernismo por doutrina, só pode religar o homem a sociedade para religá-lo ao mundo. Consequemente, a missão da Igreja, torna-se a unidade do gênero humano, não mais "transmitir o que recebeu." Desta maneira, já não podemos estranhar que no episcopado existam comunistas, protestantes, modernistas, indigenistas, homo-simpatizantes, etc, pois o episcopado testemunha vivamente, a unidade do gênero humano, não a unidade na fé. Isto é bastante evidente na CNBB, onde as coisas da terra (sociais), são a principal ocupação do Episcopado.

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