quinta-feira, 2 de julho de 2009

A Igreja Darwinista

 

Imaginem uma Igreja que é o corpo do homem, do qual quase todos fazem parte. Apliquem nessa Igreja a noção darwinista da origem do homem. Teremos nela a história da humanidade segundo Charles Darwin, onde o homem sofre "aggiornamentos" para se adequar as condições de vida que o ambiente fornece. Assim, da mesma maneira que se tem um homem para cada idade histórica, também se terá uma Igreja para cada uma das idades históricas. Temos aqui, o princípio da história da nova Igreja.
Apesar das frequentes atualizações que se observam nos homens de Darwin, a substância material dos diversos homens da teoria da evolução, é a mesma. Mudando-se o formato da substância, para que o homem se adequasse a novas realidades, o que se alterou foi a substância espiritual dos mesmos; O homo habilis, por exemplo, não pensava, mas o homo sapiens, "pensa e logo existe".
Atualmente ocorre o inverso, cada homem sente-se no dever de mudar a forma de sua substância espiritual. Se a Evolução Darwiniana é produto do nada a evolução da humanidade é produto de todos os homens. Cada um estipula um fim para a evolução da humanidade, em um grande contra-senso, pois o nada sem razão e sem vontade, na visão darwiniana produz um universo ordenado e o ser humano dotado de exatamente de "razão e vontade livre", ele ganha de dez a zero, dos homens. Dotados de "razão e vontade livre", eles são incapazes de produzir uma sociedade que seja uma analogia ao universo em que vivem. Absurdos...
A concepção darwiniana, foi absorvida pelos modernistas católicos, eles à aplicaram, na Igreja e no católico, ela foi a motivação do Concílio Vaticano II, no qual ela triunfou. Agora para a grande maioria dos Católicos, como para Charles Darwin, a verdade também evolui, ela tem que ser constantemente "agiornata" como o homem foi constantemente "Aggiornato". Para a Teoria da Evolução o Aggiornamento do homem faz a vida acessível a ele, mas para a heresia modernista, o "aggiornamento" da verdade é que torna a verdade acessível ao homem. Como se vê o modernista quer ter acesso ao nada, pois uma verdade que evoluí, não é nada, ela não é acessível a ninguém, ela não existe.
Antes do Concílio, o católico era o "homem eterno", agora ele passou a ser visto como homem antigo, medieval e moderno. A catolicidade da Igreja, não lhe imprime mais caráter eterno. Agora o que imprime caráter é o tempo. Se olharmos por este ponto de vista, nunca existiu sequer um católico e diremos como Nietszche, que "o único cristão foi Jesus Cristo". Afinal se o tempo determina as necessidades humanas, se é ele quem dá as diretrizes para a Igreja, nunca houve uma só fé e um só batismo. Porque reduzindo-se tudo ao material e ao homem, nunca houve um Senhor.
Nunca tinha ocorrido em toda a história da Igreja um Concílio para atualizar a Igreja. Ainda mais nas circunstâncias em que se deu a convocação do Concílio, uma subita inspiração. Durante 1960 anos a Igreja é inspirada a expressar ao mundo uma porta estreita e durante 500 anos ela luta contra aqueles que escancararam a porta da perdição. Para na década de 1960, através de uma súbita inspiração ela se abrir ao mundo e permitir que ele transformasse a si mesma em uma auto-projeção da humanidade.
Ora, se a Igreja necessita ser atualizada, ele já não é mais o reflexo de Cristo, mas da humanidade. Em nenhum momento da antigüidade ou da idade média, os membros da Igreja pediram por uma atualização da Igreja. Na Antigüidade Santo Agostinho batizou Platão e na Idade Média Santo Tomás de Aquino batizou Aristóteles, sem que houvesse a necessidade da convocação de um Concílio para adequar a Igreja a tempos platônicos e outro para adequar a Igreja a tempos Aristotélicos. Muito pelo contrário, foram tempos platônicos e aristotélicos que se converteram ao tempo eterno, o tempo católico.
Dizem que o tempo é o senhor da razão, sendo assim hoje pode se dizer que ele é o cabeça da Igreja Conciliar. Porque tem se deixado de cumprir as ordenanças de nosso Senhor, para se atender as determinações de nosso tempo. A vida presente é tida como a primeira e última realidade do ser humano. De alguma forma desviaram o fim da graça da vida futura e aplicaram na em nossa vida presente. O que é um Concílio Pastoral senão um Concílio materialista? Entrem no site da CNBB, não existe pastoral da fé, todas as pastorais cuidam de questões da vida presente e se encerram nela. Não existe nenhuma preocupação com a vida futura. Todos dotados de razão e vontade livre, já não necessitam do conhecimento da verdade para alcançar a liberdade (Jo 8,32). Pensam nascer livres, mas sequer podem definir a liberdade e o concílio assina embaixo.Termino perguntando:
A Igreja é o Corpo de Cristo, ou o Corpo dos homens Darwinianos? Teria a Igreja sido máculada pela velhice e por rugas e o Concílio efetuado uma plástica?

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