sábado, 4 de julho de 2009

Nota sobre a nota da CNBB sobre a corrupção

 

Em recente “Nota da CNBB sobre a corrupção”Dom Orlando Brandes, que escreve sobre transparência, coerência e honestidade, nota apenas, a corrupção dos políticos. O povo que os coloca no poder, não é corrupto, é o santo povo, constítuido de Reis, Sacerdotes e Profetas, que como reis assistem a litúrgia celebrada democraticamente, por um presidente (o “primeiro entre os iguais”, tal como o novo Cristo democrático), como sacerdotes, ofertam sacríficios a si mesmos, sacrificando a primazia de Cristo na litúrgia, celebrando narcisamente a própia comunidade que pela participação realiza a consagração e como profetas profetizam sobre o resultado de assinaturas e análises de conjuntura para aggiornar a fé a corrupção hodierna.

Bom, enganou-se quem achou que o ano Paulino serviu de alguma coisa para a CNBB. O apóstolo das gentes, que ensinava que “todos pecaram e estão privados da glória de Deus” (Rm 3.23), se vivo estivesse, lamentar-se-ia pelo estado deplorável do episcopado brasileiro. A mensagem de São Paulo supracitada, é uma nota sobre a corrupção do gênero humano, decaído pelo pecado de Adão. Interessante não, Cristo e os Apóstolos, pela pregação da Cruz, dão a nota da corrupção humana e a o remédio para esta corrupção, mas a CNBB não diz nada a sociedade brasileira neste sentido (tem vergonha de Cristo!).

No texto, o Bispo cita o sétimo e o décimo mandamento, que “proíbem o roubo e a corrupção”. Se analisarmos esta citação a fundo, sem a exposição da doutrina paulina, teremos que a CNBB não ensina mais as palavras do apóstolo e a doutrina de Cristo. Mas  por que? Será que o tempo as corrompeu? Será pela apostasia do próprio clero? Ou será ainda pela evolução, da queda em Adão, para a justificação recebida pela encarnação de Cristo, sem ser necessário crer em Cristo e receber a sua graça?

Há finalidade da lei, é pura e simplesmente dar consciência do pecado, preparando o caminho para a graça. Já o Bispo cita a lei como um conselho, do qual já somos cumpridores (menos os políticos).  Lembra um certo alguém chamado Pelágio que acreditava na bondade natural do homem (antes de J.J. Rousseau), mas nem mesmo Pelágio negaria a sua exposição corrompida da graça aos políticos brasileiros. Dificíl é entender porque os políticos são corruptos por transgredirem os mandamentos, e os membros do MST que o transgridem continuamente, não o são. Por que será que para os políticos as leis são leis e para o Bispo e o MST, as leis são conselhos de conduta ética?

Pronto, a CNBB da consciência dos pecados de nossos políticos e fica apenas nisso. Não oferece a graça como remédio para a salvação dos políticos, pois ela esta interessada em salvar a política (isto sem salvar o homem). Então pede ao homem assinaturas para o projeto “Ficha limpa”, não orações para a salvação dos políticos. Efetivamente, a esperança da CNBB, não esta no nome do Senhor que fez o céu e a terra, mas nas assinaturas do povo de Deus. Na Igreja Primitiva os católicos rezavam pelos imperadores pagãos. Mas como sabemos, o episcopado da CNBB, em sua maioria é constituído por modernistas. Portanto devem acreditar também na evolução das orações para as assinaturas. Como o Padre Fábio de Melo, que disse no programa do Jô que a Igreja Evoluiu da Barca de Pedro, para o povo de Deus. Apesar do lugar do Povo de Deus, ser dentro da barca de São Pedro... Reparem que isto tudo, não é corrupção, é evolução…

Nenhum homem, sem a graça de Deus nos ofertada pelo sangue de Cristo na cruz do calvário, é capaz de cumprir a lei, ele disse: “Sem mim nada podeis fazer” (Não é o que prova a CNBB e as demais Conferências Episcopais Européias?).  E para obter esta graça, é necessário crer e ser batizado para ser salvo. Mas a revelação de São Paulo, sobre o homem, é incompatível com a dignidade da pessoa humana que teve sua imagem e semelhança resgatada na encarnação e não no crer que seu sangue foi derramado em resgate pelos nossos pecados.

O fruto desta teologia é achar que Cristo é a revelação do homem, quando na verdade ele é a revelação de Deus. Desde que se passou a crer assim, os Bispos seguem Feuerbach, afirmam de Cristo, o que afirmam deles mesmos. Neste contexto de encarnação da verdade revelada nas culturas humanas e não de crucificação das mesmas como foram crucificadas as culturas pagãs, já não faz sentido o ensino da doutrina paulina ou de Cristo, mas da parábola dos cegos e dos elefantes indianos. Assim, um Católico Protestante, cumprimentando um Católico Marxista, poderia muito bem cumprimentá-lo, dizendo:

“O Cristo que esta em mim, saúda o Cristo que esta em você!”

Quanto a citar Nossa Senhora Aparecida como serva da humanidade, é preciso apenas dizer que ela mostrou muito bem seu serviço a humanidade, em La Salette, Lourdes e Fátima. E os Bispos da CNBB mostraram muito bem o serviço deles a Nossa Senhora, consagrando-se aos erros da Rússia. Entrando em núpcias com a Teologia da Libertação, preferindo seguir ao comunista Dom Hélder Câmara, deixando de lado Nossa Senhora em Fátima.

Para terminar quero dizer aos Bispos da CNBB, que os políticos e o povo brasileiro, tem alma, nós não temos apenas estômago. Parem de querer transformar pedra em pão e sejam transparentes, coerentes e honestos com o chamado que receberam. Velem pela Igreja de nosso país que sofre com a corrupção na liturgia, na pregação e no ensino. Não se preocupem com o cisco nos olhos dos outros, mas com a trave que encobre os vossos olhos!!!

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