domingo, 6 de setembro de 2009

A subversão da Igreja, operada por um Concílio

Billot é ainda mais preciso: manifesta seu temor de ver o concílio manobrado (sic) pelos piores inimigos da Igreja, os modernistas, que já se preparam, como demonstram certos indícios, para introduzir a revolução na Igreja, um novo 1789..  Dom Marcel Lefebvre

 

E, em outra parte, diz que no Vaticano II “a Igreja teve pacificamente sua Revolução de Outubro” Yves Congar

O Concílio Vaticano II, é a Revolução Francesa na Igreja. Cardeal Suenens (Hans Kung, tem opinião similar).

 

A subversão da Igreja, operada por um Concílio

Um grande iluminado, o cônego Roca, viu há mais de um século os detalhes da tentativa de subversão da Igreja e do Papado projetada pela seita maçônica. Mons. Rudolf Graber em seu livro .Atanásio., cita as obras de Roca (1830-1893), sacerdote em 1858, cônego honorário em 1869. Excomungado mais tarde, pregou a revolução e anunciou o advento da sinarquia. Fala a miúdo, em seus escritos, de uma .Igreja novamente iluminada., que estaria influenciada pelo socialismo de Jesus e seus Apóstolos. .A nova Igreja, diz ele, que certamente não poderá guardar nada do ensino e da forma primitiva da antiga Igreja, receberá entretanto a benção e a jurisdição canônica de Roma.. Roca anuncia também a reforma litúrgica: .<strong>O culto divino tal como rege a liturgia, o cerimonial, o ritual, as prescrições da Igreja romana, sofrerão uma transformação após um concílio ecumênico (...) que lhe devolverá a simplicidade respeitável da idade de ouro apostólica, segundo o novo estado da consciência da civilização moderna.. </strong>

Roca especifica os frutos deste concílio: .<strong> .sairá dele algo que encherá o mundo de estupor e o porá de joelhos ante seu Redentor: a demonstração do perfeito acordo entre o idealismo da civilização moderna e o idealismo de Cristo e de seu Evangelho. Será a consagração da Nova Ordem Social e o solene batismo da civilização moderna.. Ou seja: todos os valores dessa cultura liberal, serão reconhecidos e canonizados logo após o concílio em questão. .</strong>

Vejam também o que Roca escreve sobre o Papa: . .Prepara-se um sacrifício que apresentará uma penitência solene (...).O Papado cairá, morrerá sob o punhal sagrado forjado pelos Padres do último concílio. O César pontifical é a hóstia preparada para o sacrifício.. Devemos acreditar que tudo isto está para chegar, a não ser que Nosso Senhor o impeça! .<strong>Por fim Roca fala dos novos sacerdotes que aparecerão, chamando-os de .progressistas.; fala da supressão da batina, do casamento de sacerdotes... muitas outras profecias! .</strong> Notem como Roca viu bem o papel determinante para a subversão da Igreja, de um último concílio ecumênico.

Mas não foram somente os inimigos da Igreja que assinalaram os transtornos que traria consigo um concílio ecumênico reunido em uma época em que as idéias liberais já haviam penetrado profundamente na Igreja.

Conta o P. Dulac que no consistório secreto de 23 de maio de 1923, o então Papa Pio XI interrogou os cardeais da Cúria sobre a oportunidade de convocar um concílio ecumênico. Eram cerca de trinta: Merry Del Val, de Lai, Gasparri, Boggiani, Billot... Billot dizia: .Não podemos dissimular a existência de divergências profundas dentro mesmo do episcopado... que podem dar lugar a discussões que se prolongariam indefinidamente.. Boggiani recordava as teorias modernistas, das quais dizia: parte do clero e dos bispos não estão isentos. .Esta mentalidade pode inclinar certos Padres a apresentar moções e introduzir métodos incompatíveis com as tradições católicas... Billot é ainda mais preciso: manifesta seu temor de ver o concílio manobrado (sic) pelos piores inimigos da Igreja, os modernistas, que já se preparam, como demonstram certos indícios, para introduzir a revolução na Igreja, um novo 1789..  Do liberalismo a apostasia, a grande tragédia conciliar. Dom Marcel Lefebvre – Editora Permanência

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