terça-feira, 25 de janeiro de 2011

A demolição dos bastiões e a hermenêutica da continuidade

 

O facto é que, como Hans Urs von Balthasar referiu, já em 1952, (…) Ela [a Igreja] tem de renunciar a muitas das coisas que Lhe têm até agora inspirado segurança e que Ela aceitou como certas. Ela tem de demolir bastiões há muito existentes e confiar somente na protecção da Fé. Cardeal Ratzinger, Principles of Catholic Theology, p. 390 – Citado em “O derradeiro combate do demônio – Capitulo VII A demolição dos bastiões.

Como pode se ler acima, o então Cardeal Ratzinger (hoje Bento XVI), trabalhou pela demolição dos bastiões (que inspiravam a segurança e a confiança na Igreja). Isto para confiar somente na fé (sola fides). Mas em encontros como o de Assis, o que vemos é uma confiança no Estado Laico. Evidentemente, após derrubarem os bastiões católicos, colocaram outros “bastiões” em seu lugar, e agora estes “bastiões” que inspiram a “segurança” e a “confiança” que foram aceitos como certos pela Igreja conciliar, vem da Revolução Francesa (totalmente anti-católica).

Quando se considera ainda, que realmente o Concílio Vaticano II, representou a demolição de bastiões da fé católica, o problema dele, não pode ser considerado apenas um problema hermenêutico. Mas sim que os bastiões que foram demolidos, fizeram e fazem uma tremenda falta. A demolição destes bastiões (católicos) e a sua substituição pelos bastiões de 1789, é muito mais que uma ruptura, são os golpes da régua, do esquadro e do compasso desferidos contra a Igreja, por seus próprios membros (que deveriam usar avental). Foi um ato criminoso!!!

Agora Bento XVI, fala em uma hermenêutica da continuidade e outra da ruptura. Para que exista uma hermenêutica da continuidade, pressupõe-se que o Concílio Vaticano II tenha deixado intactos os bastiões católicos. Mas… mas… ele os demoliu! Então, como é possível falar em uma hermenêutica da continuidade, sem falar na reconstrução dos bastiões demolidos pelo Concílio? Antes de se falar nesta hermenêutica, deveria se falar na reconstrução dos bastiões católicos de sempre, sem os quais, nenhuma continuidade é possível. Ainda poderíamos dizer que sem estes bastiões, a hermenêutica da continuidade, estaria para a Igreja Conciliar, como os elos perdidos, para a teoria da Evolução. Assim, antes de ir a Assis pelo Estado Laico, o Papa deveria consagrar a Rússia e confiar na promessa de Nossa Senhora de um Estado Católico.

Dom Lefebvre e Dom Mayer, estavam corretos em tudo o que disseram. Se Roma não os reabilitar, veremos ambos serem reabilitados no dia do juízo, onde receberam a coroa de glória, pela fidelidade a Roma Eterna.

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