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quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Uma Litúrgia sem Cristo

Caríssimos,
abaixo segue mais um texto que demonstra na prática a apostasia da Igreja no Brasil. Nele os músicos são orientados a dar primazia a assembléia em detrimento de Cristo, se eles são orientados a isto, os Padres também não recebem idêntica orientação?

Lamentável... a CNBB ensina a todos como não ter fé pelo própio mau exemplo dos Bispos que não a defendem. Coforme se lê em outra instrução, a Missa não é mais a repetição do sacrificío do calvário, é apenas um ato simbólico:

"Nossas celebrações são acontecimentos simbólicos".

"Nossas celebrações são Memorial e Mistério. Recordando, em palavras e gestos, os fatos
salvíficos do passado, a assembléia celebrante goza da certeza de que o Deus de ontem, o Deus de hoje e de sempre, aí está presente." A natureza sacramental da música litúrgica http://www.cnbb.org.br/ns/modules/mastop_publish/files/files_48d24f20640a7.pdf

A CNBB engana os católicos, os pobres e toda sociedade ao rejeitar sua própia identidade. Estamos diante de algo completamente diferente do Evangelho de Cristo pregado pelos apóstolos, para ser bem claro, diante de um anátema. Nosso Senhor Jesus Cristo fez opção preferencial pelos pecadores, não pelos pobres, a finalidade era uma ascenção espiritual e não social. Todos os Apóstolos de bom grado se desligaram das sociedades para se integrarem e integrar as pessoas na cidade de DEUS.

Na Idade Média os efeitos desta opção, foi a conversão de centenas de nobres que venderam todos os seus bens partilhando-os com os pobres e a Igreja. Hoje faz a CNBB faz exatamente o contrário e não produz os mesmos resultados nos áureos tempos do cristianismo. Nosso Senhor não aboliu a lei, mas a CNBB em seu apoio ao MST, demonstra que "não cobiçar os bens do teu próximo", não é mais algo válido. Deve ter evoluído para a inexistência de propriedade privada... caíram em todas as tentações que nosso Senhor venceu e não existe sequer um Bispo fiel que faça oposição a apostasia que infelizmente contemplamos.

Ainda temos uma analogia bem interessante a do grito dos excluídos. Pressupõe-se que na rejeição a exclusão eles também não aceitem a pena do inferno. Logo, pode se dizer que a revolução de satanás é também um "grito dos excluídos.' Justamente por isso não se prega mais a doutrina da Igreja, não se combatem doutrinas heréticas como a teologia da libertação e afasta-se os dogmas, como o da transubstanciação substituído pelo simbolismo, o ato sacrifical substituído pelo memorial e o altar pela mesa eucaristica.* Tudo que foi excluído ao longo dos séculos, foi incluído pela CNBB ao longo de poucas décadas para agradar os homens, ou seja, as heresias que são pregadas, não a sã doutrina.

Os Bispos pela sua amizade e serviço ao mundo, testemunham inimizade para com DEUS, não acreditam naquilo que pregam, negam o oficío epsicopal por não combaterem os erros e vivem em função do povo, não de Cristo. A entidade CNBB, é pior que todas as entidades heréticas que surgiram no seio da Igreja, ela é a síntese de todas as heresias. Todo católico no Brasil deveria afastar-se disto para não participarem da apostasia e cisma infudidos por esta entidade no meio católico.

Não a morte pior para a alma que a liberdade do erro, dizia Santo Agostinho. Aqui no Brasil tudo é licíto, porque tudo convém aos ideários "ocultistas" da CNBB. Em matéria religiosa, ela nada tem a dizer aos que tem fé. É como disse o Pe Paulo, "a Igreja no Brasil sofre de AIDS espiritual" e isto tem começo na adoção da Teologia da Libertação. Lamentável...





A PRIMAZIA DA ASSEMBLÉIA
http://www.cnbb.org.br/ns/modules/mastop_publish/files/files_48d24f3c1dc0a.pdf

Aos recém-batizados das comunidades primitivas, o Apóstolo Pedro escrevia: “...vocês também, como pedras vivas vão entrando na construção do templo espiritual, e formando umsacerdócio santo, destinado a oferecer sacrifícios espirituais que Deus aceita por meio de Jesus Cristo... Vocês são raça eleita, sacerdócio régio, nação santa, povo adquirido por Deus, para proclamar as obras maravilhosas daquele que chamou vocês das trevas para a sua luz maravilhosa” (1 Pd 2,5.9).

Reunidos em nome de Jesus, os fiéis gozam da certeza maior de sua presença (Mt 18,20) e dele recebem o mandato de repetir seus gestos e palavras em sua memória (1 Co 11,23-25), dando graças ao Pai, de quem procede qualquer dom precioso e qualquer dádiva perfeita (Tg 1,17);

Esta assembléia sacerdotal, manifestação privilegiada do Corpo de Cristo (Rm 12,3-13; 1 Co 12,12-13), deve ser a referência mais importante dos autores, compositores e demais agentes litúrgico-musicais.

Foram estas convicções elementares que levaram a renovação da música litúrgica católica a compreender e a insistir no primado da assembléia!

. “Servir à assembléia é a base de toda liturgia verdadeiramente pastoral. Servir não quer dizer que se satisfaçam não importa quaisquer desejos manifestados na comunidade. Trata-se de introduzi-la sempre mais, pela fé, no mistério de Jesus Cristo. Mas como fazê-lo sem conhecer a comunidade, sem levá-la em conta, para que ela, toda ela, se ponha em marcha?”
“Levar em consideração a assembléia celebrante, com suas possibilidades, sua riqueza e seus limites, é a primeira preocupação de uma liturgia verdadeiramente pastoral. É o caminho mais seguro para se chegar a uma celebração cheia de vida, significativa e personalizada, sobretudo quando se trata de música e canto”
( GELINEAU, Canto e Música no culto cristão. Cfr. também SC 27).

E este primado da assembléia se torna, assim um princípio fecundo e rico de múltiplas conseqüências ou implicações para a música na liturgia:

Servir à assembléia, não a indivíduos ou tendências

A assembléia litúrgica não é apenas a soma dos indivíduos que a compõem. Ela é a Igreja inteira a se manifestar naqueles que estão reunidos aqui e agora. Aí está o Cristo presente e agindo. Claro que se trata de pessoas, mas em comunhão, e não, uma ao lado da outra. O que se quer é servir a essa comunhão entre as pessoas. E essa compreensão mística determina a prática do agente litúrgico-musical:

Não tem sentido, por exemplo, escolher os cantos de uma celebração em função de alguns, que se apegam a um repertório tradicional, ou ainda de outros que cantam somente as músicas próprias de seu grupo ou movimento, nem de outros que querem cantar exclusivamente cantos ligados à realidade sócio-política, se isto vai provocar rejeição de parte da assembléia.

Pois todos têm o direito de compreender e participar, com gosto, sobretudo os mais desprovidos.

É preciso que se pense em todos, e em cada um na comunhão com os demais;
Não é coisa fácil conhecer as necessidades verdadeiras, as capacidades reais e os gostos especiais de uma assembléia. O pior que pode acontecer é achar que tudo se resolve entre quem preside e o regente ou animador do canto. E o melhor será uma prática comunitária e democrática, onde as pessoas recebem as informações e a formação necessárias em matéria de liturgia e música, trocam seus pontos de vista, e com critérios e bom senso fazem seu discernimento, avaliam permanentemente sua prática e vão encontrando a feição musical e litúrgica da assembléia. E é bom estar atento para o fato de que nem sempre o que se pensa e o que se diz, coincide com o que se sente e se vive. Nossa escuta tem que ser mais profunda do que simplesmente perguntar às pessoas o que elas acham, sobretudo porque há toda uma massa de silenciosos.

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Integrar a todos

Celebrar com uma assembléia homogênea não é algo que aconteçe sempre, nem parece ser o mais significativo. É bem mais fácil escolher cantos, música ou coreografia com ou para uma comunidade monástica, um grupo de jovens, um encontro da Pastoral Operária ou um retiro de catequistas... Mas não é esse tipo de celebração o que melhor revela a feição católica, isto é, universal, da Igreja, onde ninguém é mais do que ninguém, onde todos cabem e são acolhidos com suas diferenças, seus valores e seus dons, para formarem o único Corpo de Cristo.

Normalmente, nossas assembléias litúrgicas são heterogêneas, misturadas. Aí estão, não apenas indivíduos diferentes, mas segmentos ou grupos diferentes de pessoas, que têm algo de comum entre si e formam minorias específicas dentro da grande assembléia:

• numa assembléia em ambiente urbano de centro: gente de classe média, gente da periferia, gente de etnia, cultura, idade e sexo diferentes...
• numa Comunidade de Base da periferia urbana ou de meio rural: crianças da catequese, adolescentes que se preparam para a Confirmação, grupos diversos (de jovens, de casais, da pastoral dos enfermos, de idosos, etc).

Sob o pretexto de não se fazer acepção de pessoas, não se pode ignorar essas diferenças de ordem sócio-psicológica. Optar por uma neutralidade indiferente a tudo isso, com o propósito de atender a todos por igual, correria o risco de não atingir a ninguém. Pelo contrário, seria melhor empenhar-se em ir ao encontro de cada situação, tornando-se “servo de todos , a fim de ganhar o maior número possível” (1 Co 9,19):

⇒ Imaginemos uma assembléia de adultos, na qual há uma presença importante de adolescentes, a quem os cantos litúrgicos do gosto de seus pais, parecem “cafonas” e
enfadonhos... Sem privar os mais velhos de seus cantos tradicionais, por que não introduzir, em momentos estratégicos da celebração, cantos litúrgicos de um outro estilo, com os quais os mais jovens se identifiquem e através dos quais se expressem mais a gosto? Em momentos assim, eles vão entrar de cheio e toda a celebração, de repente, vai tomar um outro aspecto para eles e, quem sabe, vai mudar o clima geral da mesma para todos.
⇒ Imaginemos uma igreja freqüentada pela classe média, freqüentada também por gente de um bairro pobre vizinho, mas onde comparece um grupo de pessoas de cultura erudita em matéria de música... Seria oportuno incluir na celebração, sem prejuízo do canto da assembléia, algum momento especial, onde um coral, um órgão ou outros instrumentos poderão proporcionar um instante de poesia e contemplação, e uma oportunidade de enlevo espiritual para todos os demais.

⇒ Imaginemos ainda uma comunidade eclesial de base na periferia da cidade, ou mesmo alguma igreja de centro, onde sempre costuma haver uma presença significativa de negros ou mestiços: seria bom inserir em toda celebração alguns cantos, alguma música, alguma coreografia do recente, mas já rico e significativo repertório afro-brasileiro.

Ao garantir-se que as riquezas de cada um, de cada grupo ou minoria sejam colocadas à serviço de todos, leva-se a sério a assembléia concreta e real. Todo mundo vai se sentir levado em conta, pelo menos num ou noutro momento com o qual se identifica mais. Cada um vai se acostumando a reconhecer na assembléia a presença dos demais, a respeitar as diferenças e prestigiar os valores de cada grupo ou expressão cultural.
Uma outra possibilidade seria, por exemplo, confiar cada celebração à animação de algum grupo especial:

• às crianças com seus/suas catequistas ou acompanhantes;
• Aos adolescentes, que se preparam para a Confirmação ou participam de grupos, com
seus/suas catequistas ou acompanhantes;
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• Aos jovens que participam de grupos na comunidade;
• Aos adultos, dos Grupos da Comunidade;
• Ou a algum grupo ligado a uma pastoral ou movimento. Em todo caso, não faz sentido a celebração dominical a cargo de um determinado grupo: enfraquece a dimensão comunitária na vida do grupo e empobrece a vida da comunidade.

Em princípio, a celebração será sempre de toda a comunidade. Isto porém, não exclui a oportunidade de, cada vez, um grupo se manifestar com seu jeito, suas riquezas, seus valores e se fazer acolher pelos demais. Ao longo da caminhada, todos vão se sentindo contemplados e valorizados. Todo mundo vai aprendendo a respeitar e valorizar todo mundo. Nada mais católico, nada mais parecido com a experiência da comunidade cristã primitiva, onde “todos os que abraçaram a fé eram unidos e colocavam em comum todas as coisas... Louvavam a Deus e eram estimados por todo o povo” (At 2,44.47).

Contar com os agentes disponíveis
Uma assembléia litúrgica supõe necessariamente tarefas e papéis formais, a serem desempenhados por agentes previstos de antemão e preparados devidamente para tais papéis ou tarefas. Deles é que vai depender o desenrolar harmonioso da celebração. E isso é particularmente evidente quando se trata de canto, música, dança ou coreografia. É do animador do canto, do coral, dos instrumentistas, do grupo de dança, da capacidade vocal e musical dos que presidem ou coordenam a celebração, que depende todo o desempenho musical de uma assembléia. Tem que se levar em conta as possibilidades concretas de cada assembléia, de cada comunidade e seus agentes ou ministros.
Ter em vista a experiência de fé
A função própria do rito é ser sinal da fé. A celebração cristã da vida é essencialmente uma celebração da fé. Para que um rito cantado funcione como tal, não basta que a obra seja executável, que todo mundo cante, que a música seja bonita. É preciso, sobretudo, que o canto, a música, propicie uma experiência de Jesus Cristo, presente e atuante no meio dos seus, que sua Palavra seja anunciada e acolhida, que se realize uma comunhão no seu Espírito.

A questão principal e decisiva será sempre: que significa para esta assembléia o fato de se cantar tal canto, e de cantá-lo desta maneira? Questão particularmente difícil de ser respondida, cuja resposta sempre nos escapará em parte. Mas de todo imprescindível, pois dela depende o sentido mesmo do que fazemos, ao nos reunirmos em assembléia para celebrar nossa vida à luz da fé. Não basta contentar-se com uma bela cerimônia, com haver executado belas músicas, com haver realizado um encontro agradável. Trata-se mais de haver acolhido em profundidade a Palavra que liberta e transforma, que faz morrer e reviver, que nos abre para o Outro e para os outros, segundo o espírito das Bem-Aventuranças!

Tocar, cantar e dançar muita ou pouca música... escolher entre este ou aquele repertório... não vale igualmente para todo tipo de assembléia. O critério decisivo não será jamais a própria música, mas a assembléia que se reúne para cantar, tocar e dançar, ao celebrar sua fé.

.O canto litúrgico enraizado na assembléia
Nada mais sem graça e enfadonho do que uma celebração-robô, um “enlatado” litúrgico, sem o rosto da comunidade que celebra, sem raiz nos acontecimentos que marcam a sua vida, sem atualidade, fora do tempo e do espaço. Ao pretender agradar a todos, termina sendo de ninguém. Pelo contrário, onde se tem experiência de uma celebração significativa e interessante, há sempre por trás uma equipe de celebração, capaz de encontrar, com a assembléia por ela animada, o seu próprio estilo. Mas para chegar-se a este ponto não basta a personalidade de quem preside, a qualidade do coral, a competência dos instrumentistas, a riqueza de um repertório ou a escolha acertada dos cantos... É preciso que haja uma certa coerência entre as pessoas e as ações; um ajustamento percebível entre a arquitetura e o jeito de celebrar, entre as mensagens e a música, entre a cultura e a fé dos participantes. É preciso, sobretudo, uma profunda harmonia entre aquele que preside, os demais ministros, o (a) regente ou animador(a) do canto, o coral, os instrumentistas e o povo.

É justamente por isso que as assembléias que se exprimem com cantos criados dentro delas e para elas - para um tal público, tais intérpretes, tais instrumentos, tal espaço, tal
arrumação - parecem muito mais autênticas e cheias de vida. E não é por nada que das composições recentes, as melhores, são quase sempre as que surgem de uma assembléia particular ou de uma circunstância especial. Elas se enraízam num tempo ou num espaço determinados... elas têm húmus. A tradição do “Cantor”, que compõe para as celebrações de sua comunidade, é ,sem dúvida, a hipótese mais interessante. Da mesma forma, o instrumentista, capaz de improvisar em certos momentos de uma determinada celebração... ou o salmista, encontrando, em determinada circunstância, o jeito melhor de salmodiar ou cantilar.

Se essa for, então, a nossa compreensão do afazer litúrgico, consequentemente teremos que admitir como positiva e desejável a mais ampla e rica diversidade em matéria de desempenho musical de nossas assembléias. É necessário e suficiente garantir os elementos essenciais da celebração cristã e alguns cantos comuns, especialmente no âmbito de uma mesma região cultural, de modo a permitir que os que aí chegam de passagem, consigam se situar na celebração local. Nada a temer, nada a perder, se cada assembléia tem sua personalidade musical, como cada pessoa tem seu rosto, seu semblante, desde que se possa reconhecer sob traços tão diferentes, o único semblante da Esposa de Cristo, a sua Igreja.

• O primado da Assembléia, com todas estas implicações, questionam sob algum aspecto sua prática como autor, compositor ou agente litúrgico-musical?
• Ao prestar o seu serviço musical, sua preocupação maior é servir ao conjunto, levando em conta os gostos e o jeito de ser de cada uma das das minorias aí presentes?
• Você utiliza toda a riqueza de seus talentos, tendo bem presente as reais possibilidades da Assembléia para quem você compõe ou presta algum outro tipo de serviço litúrgicomusical?
• Você se preocupa em aprofundar sua experiência de fé, de tal maneira que sua arte e seu serviço musical, ao brotarem de uma tal experiência, possa alimentar a fé de sua comunidade?
• Você é dos que se alegram com a variedade da vida, ou parte para uma uniformidade, que empobrece e sufoca?
• Ficou clara para você a resposta à pergunta “Quem canta, toca e dança na celebração litúrgica?”
(Extraído do Doc. 7 - CNBB : PASTORAL DA MÚSICA LITÚRGICA NO BRASIL. Texto de estudo)

terça-feira, 24 de junho de 2008

Hoje a Nova Igreja não pode salvar, está fechada para reformas

A Igreja próxima a minha casa, está sempre em reformas, por isso ela vive frequentemente fechada. Incrívelmente a cada semana as suas paredes são pintadas de uma cor; uma semana ela esta branca e na outra verde. O Padre nunca se decide por uma cor, ele quer sempre que um fiel escolha a cor. E nós acabamos ficando sem Missa e Eucaristia.

Em seu interior as coisas também sempre são mudadas. Não se decidiram ainda qual Santo deve estar no altar, a cada dia colocam um santo para depois trocar por outro. Diz o Padre que cada fiel tem seu santo de devoção, por isto não é justo consagrar a Igreja a um santo ou nomeá-la com o nome de apenas um. Assim, resolveu que a cada dia ela teria no altar a imagem de um santo e que nomearia a Igreja naquele dia. Segundo ele, é preciso agradar os fiéis.

Bom, isto é apenas uma estorinha para ilustrar a Nova Igreja dos modernistas e dos teólogos da libertação. Trata-se de uma Igreja fechada para a salvação e aberta para reformas, fechada para o povo e aberta para os teólogos. É uma Igreja onde o sal perdeu o sabor e que se tornou insípida; ela não reforma e nem salva o homem, porque está sempre em reformas.

Ocupando-se apenas com a econômia e a política, nunca consigo mesma e com seu Senhor, quem poderá ela salvar?

Abramos os olhos, não sejamos tolos, não queiramos reformar a Igreja quando somos nós que necessitamos de mudanças. É claro, extremamente claro que uma Igreja que esta em continua reforma não salva nada e nem ninguém, porque não é a Igreja de Cristo, mas a Sinagoga de Satanás. Se a Igreja é "Semper Reformanda", quando vai abrir para transformar seus fiéis? Quando ela cumprirá a sua máxima lei que é a salvação das almas?

Caríssimos leitores, estamos diante de um momento sem igual na história da Igreja. No Brasil, todas as classes que compõem a Igreja mantém uma relação de auto-suficiência, ou seja, cada uma em particular julga-se a própia Igreja. Não se contempla mais nas próprias Igrejas algumas das famosas vias tomistas para se demonstrar a existência de DEUS. Como a segunda via onde Frei Tomás apresenta uma relação de ordenação entre moventes e movidos. Cada qual se julga movente e para isto tem encontros anuais para decidirem pelas própias diretrizes, como o vergonhoso 12° ENP que provou que não são mais os
Bispos que ordenam os presbíteros ao seu majestoso fim. Agora os presbíteros se auto-ordenam, como todas as outras classes que compunham a Igreja. Tudo isto para nossa angústia e tristeza, demonstra que não temos mais um corpo na Igreja no Brasil, como o descrito em 1 Corintíos 12.

O que temos dentro da própia Igreja são corpos particulares e independentes que lutam entre si. No Brasil isto se deve a teologia da libertação que, com a ajuda do Episcopado, seja pelo apoio ou pelo silêncio dos Bispos, implantou na Igreja a dinâmica da luta de classes. Exemplo disto foi a recente proibição do episcopado do Espírito Santo e de Minas Gerais a candidatura política de Padres e o motim promovido por um dos membros da vanguarda da Teologia da Libertação, Frei Gilvander (tem programa de rádio), da Igreja do Carmo em Belo Horizonte que se reuniu com mais 20 Padres. Diga-se de passagem, todos comunistas e auto-excomungados. É caríssimos, existem rebanhos nas mãos de lobos e o episcopado, o que faz? Cuida da reforma agrária e da política...

A salvação das nossas almas, atualmente não tem importância, o que tem importância é reformar a Igreja e a Sociedade. O homem para eles não precisa de reformas, só a Igreja. Seria cômico se não fosse trágico, esses tais julgam-se salvos e a Igreja perdida, por isso clamam por mudanças, eles não estão em Cristo e na Igreja, estão no mundo, dando voltas, e esquecem-se que a cruz permanece firme, como diz o lema dos cartuxos.

Bem digo quando afirmo que para a nova teologia e para a TL a Trindade é o mundo, a matéria (Logus) e a evolução. Há quem duvide, mas a prova esta mais do que evidente, visitem o site da CNBB, lá pode-se ler artigos de marxistas, humanistas, economistas e um tanto de outro "istas". Catolicista, meus caros, não existe e nem textos genuinamente católicos naquele site.

Cuidado, muito cuidado, porque nosso Senhor morreu e ressuscitou pela salvação de nossas almas. Não para reformar a sociedade ou para servir a humanidade, mas para fundar na terra a Jerusalém celestial que é a Igreja, capital do Reino de DEUS. Vós sois cidadãos do Reino de DEUS, não vos deixeis enganar, por aqueles que pregam a democracia na Igreja. Nosso Senhor falou-nos do REINO, isto mesmo REINO e não REPÚBLICA de DEUS.

Em tempos em que a autoridade eclesiástica é morna e pensa ser rica a ponto de abandonar o ensino para dialogar com os tradicionais inimigos de DEUS (Ap 3,5), todo cuidado é pouco. Rezemos pela santificação e fidelidade dos clérigos, especialmente dos Bispos. E rezemos principalmente pelo Papa que atualmente é maior vitíma da infidelidade do clero. Nosso Senhor nos proteja e nos guarde, hoje e sempre

domingo, 8 de junho de 2008

No folheto "o Domingo"; Karl Marxs e na Missão da Igreja: Indigenar o Brasil

Por Gederson Falcometa Zagnoli Pinheiro de Faria

A CNBB deveria repensar a sua postura. Não faz sentido pedir ética na política, enquanto seus membros falseiam o Evangelho de Jesus Cristo e suas própias vocações.


No Brasil, os Bispos são tão bons que utilizam os dizímos de fiéis católicos para a destruição da fé, destes mesmos fiéis. Nas própias Missas dominicais temos recebido a "palavra" marxista através de textos do Pe Benedito Ferraro, como pode se ler :





Os dizímos aqui tem se destinado a promoção do marxismo em nosso país e não propiamente a difusão e a defesa da doutrina católica. A CNBB não conta isto para nós católicos que pensamos estar contribuindo para a Evangelização. Será que os Bispos estão cegos ou se tornaram marionetes do povo e da imprensa? Será que eles ainda tem pelo menos a fé do tamanho de um grão de mostarda?


Vide a obra missionária da CNBB, no Portal Missionário da Igreja Católica ou o site do CIMI (Conselho indigenista missionário) . Ambos tem em seu conteúdo implicíta e explicítamente, o marxismo. O Cimi, por exemplo, não quer Evangelizar os Índios, mas indigenar o Brasil, como pode se ler no objeto da atuação do CIMI:


"O objetivo da atuação do Cimi foi assim definido pela Assembléia Nacional de 1995: “Impulsionados(as) por nossa fé no Evangelho da vida, justiça e solidariedade e frente às agressões do modelo neoliberal, decidimos intensificar a presença e apoio junto às comunidades, povos e organizações indígenas e intervir na sociedade brasileira como aliados (as) dos povos indígenas, fortalecendo o processo de autonomia desses povos na construção de um projeto alternativos, pluriétnico, popular e democrático.” http://www.cimi.org.br/?system=news&action=read&id=247&eid=224


O Evangelho da vida da justiça e da solidariedade, seria o Evangelho da Revolução Francesa? O Evangelho da Revolução Russa? Ou o Evangelho de Karl Marx?


Há revolução é clara no objetivo de atuação dos Missionários que não pregam e não citam Cristo e nem seu Evangelho. O pior é que eles acreditam no que dizem e querem indigenar o Brasil:


"E para esta nova sociedade, forjada na própria luta, o Cimi acredita que os povos indígenas são fontes de inspiração para a revisão dos sentidos, da história, das orientações e práticas sociais, políticas e econômicas construídas até hoje."http://www.cimi.org.br/?system=news&action=read&id=247&eid=224


É bastante provável que a Missão deles seja aprender o Evangelho dos Índios para a Evangelizar a nós que somos cruéis e bárbaros. Talvez carreguemos a mesma culpa que JJ Rousseau atribuiu aos mortos do grande terremoto de Lisboa em 1755, moramos em casas.

Uma coisa é certa, os Missionários do CIMI, não querem transformar os Índios em Cristãos, eles querem transformar os Cristãos em Índios. Querem transformar o Brasil na grande nação cara-pálida. Simplesmente condenam o Padre Anchieta...


Já no PMIC, existem textos de Frei Betto e Leonardo Boff. E a mesma diarréia cerebral do CIMI. O que adiantou o silêncio obsequioso imposto a Leonardo Boff, se a CNBB crê, estremece, mas não obedece?


É um mistério, o mistério da iniquidade que sobre densas trevas se esconde. Se dissipado pela luz não poderá ser entendindo ou compreendido. Para compreender e entender este mistério, é necessária a experiência, cair em tentação. E pelo que parece não são poucos que querem transformar a pedra em pão, se atirarem do alto do tempo em direção ao povo e se ajoelharem diante do Príncipe deste mundo. Que DEUS nos livres desta tentação insana e bestial.


Se DEUS não existe, tudo é permitido, dizia Dostoiévisk. Aos órgãos filiados a CNBB, tudo é permitido, eles não possuem ordenação episcopal. Cada classe que compõe a Igreja do Brasil é auto-suficiente e independente em relação ao Episcopado. Todas tem seus própios encontros onde formulam as suas diretrizes, elas são iguais, mudam se apenas as vestes. Não existe uma relação de corporativismo, a Igreja do Brasil não lembra nem de longe o CORPO DE CRISTO, mais sim um mineral. Hoje cada classe da Igreja do Brasil é uma pedra de tropeço para os pequeninos que acreditam na Igreja e em Cristo.


Depois quando as sujeiras são descobertas, como no caso do DVD da CF 2008, a CNBB da uma de Lula e diz que não sabe de nada. Parece que esta tática é comum entre os comunistas. Dificíl é saber se a CNBB aprendeu com o Lula ou o Lula aprendeu com a ela. A segunda hipótese é a mais provável, pois tivemos o governo mais corrupto de toda história do Brasil e a CNBB não disse nada em relação ao PT que é filho da diabólica Teologia da Libertação, que por sua vez é a menina dos olhos desta instituição. De fato quem cala consente e pelos frutos se conhece a árvore. Do jeito que as coisas andam a CNBB deveria substituir as leituras biblícas dominicais pela leitura do "Manifesto Comunista." Para a CNBB, existem meios para se atingir fins e fins para se esconder os meios.


A desobediência da CNBB é tão nítida que ela em toda a sua existência vem tentando transformar a pedra em pão. Promovendo a reforma da sociedade, parece que ela se esqueceu que esta é composta de homens e que sua responsabilidade primordial é a reforma do homem. Deveria produzir novas criaturas em Cristo, mas produz novos revolucionários em Marx.


Quem crer e for batizado será salvo, quem porém não crer será condenado, disse JESUS CRISTO, mas vejam o que diz Dom Beni que de Bispo tem apenas o báculo e o anel:


"Cristo revela, antes de tudo, a dignidade sagrada do ser humano. Ele possui uma vocação divina (15). Encontra-se numa relação única com Deus. É seu filho não só no sentido de que Deus é criador de tudo o que existe. O ser humano é filho no Filho de Deus que se encarnou. Com seu mistério pascal, Jesus demonstrou ainda que a nossa condição definitiva não é morte. É a ressurreição.Ao entrar numa comunidade humana, o Filho de Deus tornou-se solidário a nós. Santificou as relações humanas. Usou as categorias humanas para nos falar do amor do Pai, para anunciar o seu projeto de justiça, de fraternidade e de paz (16)." A Evangelização e o serviço ao mundo - Dom Benedito Beni dos Santos


O título do texto já é apostáta, o conteúdo não seria diferente. Segundo ele Jesus revela a dignidade sagrada do ser humano que é a de ser filho de DEUS, independente da Religião e da Crença. Segundo o Evangelho, seremos chamados filhos de DEUS se nele crermos. Em quem devemos acreditar? Em Jesus ou em Dom Beni?


A Igreja como instituição inspirada pelo Espírito Santo, tem a Missão de convencer o homem do pecado, da justiça e do juízo (Como Paulo plantava e Apolo regava). A CNBB, tem por missão convencer o homem da dignidade de sua pessoa humana, a defesa da vida e a santidade do povo. Para isto prega a igualdade, a fraternidade e a liberdade, ou seja, a Revolução Francesa. Para a Conferência Episcopal dos Bispos do Brasil, o Brasil é Igreja. Tal consideração é fruto da Nova Teologia, onde o mundo é colocado no lugar do Pai, a matério no lugar do Filho (logus) e a Evolução no lugar do Espírito Santo. Esta é a trindade da CNBB, o mundo, a matéria e a evolução.A consequência desta postura, é que não existe mais pecado, não existe mais justiça e não haverá mais juízo, ou seja, a CNBB não atende ao chamado do Espírito Santo e não prega o Evangelho de Jesus Cristo.


As nossas almas não interessam a CNBB. Suspeito que os Bispos do Brasil não acreditem mais no inferno. A grande maioria pensa que o povo é santo e que todos estão salvos. Apesar dos pecados do povo testemunharem contra as duas coisas. Mas,o que lhe interessa é a subserviência ao Estado Brasileiro. De fato os Bispos não são da Igreja, eles são do Brasil; Conferência episcopal dos Bispos DO Brasil


Não quero um dia olhar nosso Senhor nos olhos e dizer que me calei diante dos crimes cometidos por esta entidade em nome de uma Evangelização que não é cristã, mas revolucionária. Os católicos precisam saber que estão pagando pela destruição da própia fé aos que deveriam defendê-la e divulgá-la, como sempre foi feito.


Nosso Senhor tenha piedade de nossas almas, oriente e santifique os nossos Bispos. Para que se ocupem e preocupem com a nossa salvação. Porque o que se vê na CNBB, é uma preocupação com a salvação do bolso dos brasileiros ao custo da extinção da fé católica.

domingo, 18 de maio de 2008

O Galicanismo e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil




Por Gederson Falcometa Zagnoli Pinheiro de Faria



O nome da nossa conferência episcopal é bastante interessante, ela é nacional e os Bispos são do Brasil. É interessante considerar que se ela é nacional, os Bispos não poderiam ser, por exemplo, da Argentina só poderiam estar no Brasil. No entanto os Bispos são do Brasil, mas como pode ser isto, se o Brasil não é Igreja?


As Conferências Episcopais, lembram o Galicanismo de Luís XIV. Tratando a questão a um nível de Brasil, a declaração do Clero Galicano, lembra em muito as práticas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. A semelhança essencial reside no fato de se trabalhar por uma Igreja particular e independente que é propriedade do Estado a que pertence ou do povo. Digamos que uma Igreja cismática na essência e que aparenta fidelidade em sua forma (como a foto do artigo).


O Bispo Bossuet, cabeça do Galicanismo, muito provávelmente estava entre aqueles que não se consideravam Bispos da Igreja. Tinha se tornado Bispos da França e admirava no lugar do Papa, Luís XIV. Acreditava na Igreja Particular e Independente, na Igreja da França, não na Igreja de Jesus Cristo. Óbviamente era partidário da monárquia absolutista, contra todas as orientações da Santa Sé. Vejam a concepção de poder real de Bossuet:


"Todo poder reside inteiramente na pessoa do rei, não podendo existir outra autoridade além da sua. Poder tão grande não emana dos homens, mas sim de Deus, que estabeleceu os reis para governar o mundo em seu nome, os quais a mais ninguém senão a Ele devem prestar contas dos seus atos. os súditos devem ao rei obediência e respeito, toda desobediência é grave falta cometida contra ele."


A situação daqueles tempos na França é bem semelhante a do Brasil e de outros países católicos em nosso tempo. Aqui nosso Bossuet, foi o Bispo Vermelho (Comunista) de Paulo VI, Dom Hélder Câmara. A diferença dele para Bossuet, era apenas política, enquanto um colocou toda autoridade no Rei o outro colocou toda autoridade no povo.


Dom Hélder, era marxista este talvez seja um dos motivos pelos quais a CNBB prega o comunismo. Normalmente a criatura é reflexo do criador, quem poderia esperar catolicismo da CNBB, se ela foi criada por um comunista? É por esta razão que o episcopado "made in brazil", coloca o povo no lugar de Jesus Cristo, a política no lugar do Pai e a sociedade no lugar do Espírito Santo. Arrependimento, conversão e graça, deram lugar nesta entidade, aos ideais revolucionários de liberdade, igualdade e fraternidade. Vestem-se como Bispos, mas não agem como Bispos. Para fazer esta constatação basta-se visitar o site da CNBB. Não existem artigos católicos, só existe uma preocupação superficial com a religião. O essencial para esta entidade é o povo, a política e a economia, é uma autêntica Sinagoga de Satanás.

Dom Marcel Lefebvre referindo-se ao homem moderno e liberal, o chama de individuo-rei. Aplicando-se as teses de Bossuet aos individuos-reis, evidentemente todo poder emanará do povo e teremos exatamente a CNBB. O inclusivismo desta entidade laica e profana, não pode permitir que DEUS ofereça dons a uns e a outros não. Deste modo, a Igreja para eles é a humanidade e como o Brasil é uma parcela da mesma justifica-se considerarem o Brasil como Igreja.

As teses galicanas de um certo modo parecem mais atuais do que nunca, elas evoluíram. Tornaram-se excelentes instrumentos para se compreender a atual situação da Igreja. Para terminar, analisemos cada uma delas:

1) O Papa recebeu de Deus um poder meramente espiritual. os reis, em questões temporais, não estão sujeitos, nem direta nem indiretamente, a alguma autoridade eclesiástica; por isto não podem ser depostos em nome do poder das chaves, nem os seus súditos desligados do juramento de fidelidade.

Troque-se os reis pelo individuo-rei e o juramento de fidelidade pela liberdade e teremos o cristão moderno. Cabe ainda lembrar que se os reis não estão sujeitos a autoridade eclesiástica, eles se fazem a própia autoridade eclesiástica, como se comprova pelo própio galicanismo. A mutação moderna deste ato, seria o cristianismo anônimo de Karl Rahner. Onde cada um se julga um Henrique VIII ou um Luís XIV.

2) Os decretos do Concílio de Constança que estabeleceram a supremacia do Concílio sobre o Papa, tem vigor de lei perene.

Ninguém ignora que esta tese triunfou no Concílio Vaticano II e a prova disso é bem simples; estamos a exatos 42 anos sem anátemas, condenações e com apenas seis excomunhões expressivas, as de Dom Lefebvre e Dom Mayer juntamente aos 4 Bispos por eles sagrados.


Entende-se pela postura de um Magistério que não anatematiza, não condena e não excomunga a ausência de heresias (O que sabemos não ser verdade) ou então que teve a sua orientação funcional modificada. Neste caso, a sé primacial foi julgada (que não pode ser julgada por ninguém, segundo a tradição) e sua orientação funcional foi alterada pela instância conciliar que lhe imprimiu uma nova orientação. O que se tem senão o conciliarismo?

3) O exercício da autoridade papal e regrado pelos cânones da Igreja Universal, pelos princípios e os usos que, desde época remota, se observam na Igreja Galicana.

O exercício da autoridade papal atualmente é regrado pelas conferências episcopais e seus presidentes. Aqui no Brasil, Dom Aloisio Lorscheider, chegou a ameaçar a Santa Sé com um cisma caso não parasse de criticar negativamente a atuação da CNBB. Neste ponto, pode se falar em conferencialismo que seria a supremacia de uma conferência episcopal sobre o Papa.

4) Em decisões de fé o Papa tem voz preponderante, mas só irreformável após obter o consentimento da lgreja inteira.

Não foi isso que ocorreu com São Pio X e toda orientação anti-modernista pré-conciliar?

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Profetas sem profecia

Por Gederson Falcometa Zagnoli Pinheiro de Faria

A atividade profética no Antigos Testamento, consistiu na pregação da vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo, na denúncia dos pecados do “povo de DEUS” e na anunciação dos respectivos castigos.

Atualmente a famigerada Teologia da Libertação (apoiada pela CNBB), pretende fazer um “aggiornamento” no Dom de Profecia, o que lhe faz deixar de ser um Dom. No Brasil, a atividade profética parte da premissa de que nosso povo é Santo e são as entidades políticas e religiosas as pecadoras, os instrumentos de opressão. Ainda não descobriram que tais entidades são compostas por homens, quando descobrirem pensaram em ofertar-lhes a salvação como manda o santo Evangelho.

É claro que salvando o homem, salvam-se as instituições nas quais ele trabalha. Só que a Teologia da Libertação quer "libertar" o homem do Estado, ela sequer considera a utilidade do Estado para o bem comum. O mesmo se aplica a Igreja, não se trata de uma teologia de salvação, mas de uma teologia de destruição.

Nosso Senhor disse que o diabo veio para matar, roubar e destruir. O marxismo por onde passou deixou marcas de sua tríade maligna, em sua versão teológica, não seria diferente. O que querem é apenas a experiência de uma sociedade sem instituições estatais, empresariais e eclesiásticas.

A Teologia da Libertação ao adotar o marxismo, acredita que é a prática quem faz a teoria. Tendo esta postura, todos os conceitos que esta teologia tem, são humanos e contigentes, não são divinos e absolutos. Para os teologistas da libertação, não é DEUS quem determina o que é o profeta e muito menos quem ele é. O que determina o profeta e quem ele é, é a prática humana, DEUS é excluído, e a sua palavra sequer é considerada. O que fazem estes profetas sem profecias, é aplicar o conceito do Pe Henri Bouillard; "Quando o espírito evolui, uma verdade imutável não se mantém senão graças a uma evolução simultânea e correlativa de todas as noções, mantendo entre elas uma mesma relação. Uma teologia que não fosse atual seria uma teologia falsa." Conversion et gráce chez Saint Thomas d'Aquin

O Theos para estes teólogos é o mundo e o logos é a matéria. Desta maneira, uma teologia que não acompanha a evolução (O Espírito Santo da Nova Teologia), é uma teologia falsa. Então até o dia de hoje o cristianismo nunca possuiu e possuíra uma teologia verdadeira. Exatamente porque a prática não pode fazer a teoria e ao mesmo tempo proceder de DEUS. Se a teoria faz a prática, DEUS falou, se a prática faz a teoria, DEUS nunca falou a humanidade, ele simplesmente não existe.

É notório em alguns relatos do AT que os verdadeiros profetas foram desacreditados pelos falsos profetas. Isto porque os primeiros estavam em comunhão com DEUS e os segundos com seu tempo. Além disso, cabe dizer que o tempo das profecias cessou com São João Batista, como diz nosso Senhor: “Porque os profetas e a lei tiveram a palavra até João.” Mt 11, 13

Ora, se os profetas e a lei tiveram a palavra até João, por que esforçam-se os Teologistas da Libertação em formar novos profetas sem a participação de DEUS?

O motivo é bem simples, eles não consideram Jesus como DEUS e assim não podem considerar a graça e muito menos que há uma palavra de DEUS. Agem como os Pelagianos, que acreditavam que o homem não necessita da graça enquanto não pecarem. Necessitam da graça somente se vierem a pecar. Deste modo, eles acreditam que o homem possuí o primeiro estado de Adão e Eva. Assim passamos a entender porque eles consideram que o povo brasileiro é santo.

Também não consideram a lei como elemento de justificação do homem. Para eles o homem é justificado pura e simplesmente por ser, humano, é como diz o ditado; “Errar é humano.” O fato do homem ser, humano, justifica todo e qualquer erro. Assim o erro tornou-se a medida da piedade e da misericórdia, além de ter se tornado a medida da perfeição humana.

É impiedoso, demasiadamente impiedoso, colocar o fim da profecia na denúncia de injustiças sociais e desviá-la da denúncia dos pecados. Equivale a rejeitar o Espírito Santo, que de um certo modo, utiliza nos para convencer o homem do pecado, da justiça e do juízo. Isto também tem uma explicação; não acreditando os Teologistas da Libertação na propriedade privada, eles não podem acreditar que o Dom é de propriedade de DEUS e que ele o confere a quem bem entende. O mesmo aplica-se a verdade, como dizia Dostoievisk; Se DEUS não existe, tudo é permitido. Isto por um motivo bem simples; Sem DEUS não existe propriedade privada, nem mesmo o Dom da Profecia tem dono.

Há apropriação indevida do Dom de Profecia, provoca a multiplicação dos falsos profetas. Aqueles dos quais o Senhor nos advertiu dizendo: “Guardai-vos dos falsos profetas. Eles vêm a vós disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos arrebatadores.” Mt 7,15

No entanto, estas palavras, como todas palavras do Senhor, para um Teologista da Libertação são teorias que devem ser desconsideradas ou transformadas pela prática. Então temos aqui novamente o ensinamento do Pe. Henri Bouillard. Seguir tal teologia, significa sempre aprender e nunca chegar ao conhecimento da verdade (II Tm 3,7).

Sempre praticando, mas nunca chegando a teoria, rejeitam a DEUS e rejeitando-o, seus erros ficam evidentes aos que o aceitam. Porque como essa Teologia pode Libertar, se a libertação cristã vem pelo conhecimento da verdade? Jesus não “disse conhereis a prática de vosso tempo e de vossa sociedade e ela vos libertará”, mas sim; “Conhecereís a verdade e a verdade vos libertará” Jo 8, 32

Evidentemente também devo conhecer a verdade sobre a profecia para saber o que é um profeta e se de fato é um profeta. Eles porém pensam praticar a profecia, logo não sabem o que é a profecia e nem podem saber, porque ocupam-se apenas da prática e perseguem a teoria profética perfeita. Assim, são todos falsos profetas que não vem da parte de DEUS. É pela falsidade com que atuam, que fica cada vez mais claro e evidente as palavras do autêntico profeta: “E vereis de novo que há uma diferença entre justo e ímpio, entre quem serve a Deus e quem não o serve.” Ml 3,18

quinta-feira, 8 de maio de 2008

A Igreja Darwinista

Imaginem uma Igreja que é o corpo do homem, do qual quase todos fazem parte. Apliquem nessa Igreja a noção darwinista da origem do homem. Teremos nela a história da humanidade segundo Charles Darwin, onde o homem sofre "aggiornamentos" para se adequar as condições de vida que o ambiente fornece. Assim, da mesma maneira que se tem um homem para cada idade histórica, também se terá uma Igreja para cada uma das idades históricas. Temos aqui, o princípio da história da nova Igreja.

Apesar das frequentes atualizações que se observam nos homens de Darwin, a substância material dos diversos homens da teoria da evolução, é a mesma. Mudando-se o formato da substância, para que o homem se adequasse a novas realidades, o que se alterou foi a substância espiritual dos mesmos; O homo habilis, por exemplo, não pensava, mas o homo sapiens, "pensa e logo existe".

Atualmente ocorre o inverso, cada homem sente-se no dever de mudar a forma de sua substância espiritual. Se a Evolução Darwiniana é produto do nada a evolução da humanidade é produto de todos os homens. Cada um estipula um fim para a evolução da humanidade, em um grande contra-senso, pois o nada sem razão e sem vontade, na visão darwiniana produz um universo ordenado e o ser humano dotado de exatamente de "razão e vontade livre", ele ganha de dez a zero, dos homens. Dotados de "razão e vontade livre", eles são incapazes de produzir uma sociedade que seja uma analogia ao universo em que vivem. Absurdos...

A concepção darwiniana, foi absorvida pelos modernistas católicos, eles à aplicaram, na Igreja e no católico, ela foi a motivação do Concílio Vaticano II, no qual ela triunfou. Agora para a grande maioria dos Católicos, como para Charles Darwin, a verdade também evolui, ela tem que ser constantemente "agiornata" como o homem foi constantemente "Aggiornato". Para a Teoria da Evolução o Aggiornamento do homem faz a vida acessível a ele, mas para a heresia modernista, o "aggiornamento" da verdade é que torna a verdade acessível ao homem. Como se vê o modernista quer ter acesso ao nada, pois uma verdade que evoluí, não é nada, ela não é acessível a ninguém, ela não existe.

Antes do Concílio, o católico era o "homem eterno", agora ele passou a ser visto como homem antigo, medieval e moderno. A catolicidade da Igreja, não lhe imprime mais caráter eterno. Agora o que imprime caráter é o tempo. Se olharmos por este ponto de vista, nunca existiu sequer um católico e diremos como Nietszche, que "o único cristão foi Jesus Cristo". Afinal se o tempo determina as necessidades humanas, se é ele quem dá as diretrizes para a Igreja, nunca houve uma só fé e um só batismo. Porque reduzindo-se tudo ao material e ao homem, nunca houve um Senhor.

Nunca tinha ocorrido em toda a história da Igreja um Concílio para atualizar a Igreja. Ainda mais nas circunstâncias em que se deu a convocação do Concílio, uma subita inspiração. Durante 1960 anos a Igreja é inspirada a expressar ao mundo uma porta estreita e durante 500 anos ela luta contra aqueles que escancararam a porta da perdição. Para na década de 1960, através de uma súbita inspiração ela se abrir ao mundo e permitir que ele transformasse a si mesma em uma auto-projeção da humanidade.

Ora, se a Igreja necessita ser atualizada, ele já não é mais o reflexo de Cristo, mas da humanidade. Em nenhum momento da antigüidade ou da idade média, os membros da Igreja pediram por uma atualização da Igreja. Na Antigüidade Santo Agostinho batizou Platão e na Idade Média Santo Tomás de Aquino batizou Aristóteles, sem que houvesse a necessidade da convocação de um Concílio para adequar a Igreja a tempos platônicos e outro para adequar a Igreja a tempos Aristotélicos. Muito pelo contrário, foram tempos platônicos e aristotélicos que se converteram ao tempo eterno, o tempo católico.

Dizem que o tempo é o senhor da razão, sendo assim hoje pode se dizer que ele é o cabeça da Igreja Conciliar. Porque tem se deixado de cumprir as ordenanças de nosso Senhor, para se atender as determinações de nosso tempo. A vida presente é tida como a primeira e última realidade do ser humano. De alguma forma desviaram o fim da graça da vida futura e aplicaram na em nossa vida presente. O que é um Concílio Pastoral senão um Concílio materialista? Entrem no site da CNBB, não existe pastoral da fé, todas as pastorais cuidam de questões da vida presente e se encerram nela. Não existe nenhuma preocupação com a vida futura. Todos dotados de razão e vontade livre, já não necessitam do conhecimento da verdade para alcançar a liberdade (Jo 8,32). Pensam nascer livres, mas sequer podem definir a liberdade e o concílio assina embaixo.Termino perguntando:

A Igreja é o Corpo de Cristo, ou o Corpo dos homens Darwinianos? Teria a Igreja sido máculada pela velhice e por rugas e o Concílio efetuado uma plástica?