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quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Algumas reflexões sobre a nossa democracia

Os atenienses, segundo Aristóteles, inventaram as leis, mas as esqueciam na colheita do trigo. Similar a nossa democracia, onde a maioria esquece as leis quando tem diante de si a oportunidade de lucrar. A diferença nossa para os atenienses é que estamos a mais de 2000 anos a frente deles e a democracia continua a apresentar sua ineficiência, como forma de governo.

Nosso sistema democrático é de uma imbecilidade enorme. Vejam o que diz Willian George Ward:"O pessimista se queixa do vento, o otimista espera que ele mude e o realista ajusta as velas". Essa é a sintese da situação e oposição, ou seja, a posição queixa se da situação e essa por sua vez espera que a oposição mude. E ninguém ajusta as velas, seria cômico se o resultado disso não fosse a tragédia de cada dia.

Georges Bernanos, dá uma explicação "ótima" para otimistas e pessimistas. Segundo ele, ambos estão de acordo em não ver as coisas como elas são, não se importam muito com a realidade. Assim, o otimismo que é parte da esperança, torna-se a própia esperança e o pessimismo que é parte da desesperança torna-se a própia desesperança. Disso ele conclui que o otimista é um imbecil feliz e o pessimista um imbecil infeliz.

É nitído nos dois casos a ausência da contemplação, pois ela é o instrumento para saber o que é necessário fazer. O realista sabe que deve ajustar as velas e agir por si, mas pessimistas e otimistas esperam por ações do acaso, eles sabem que devem esperar, mas nunca o que devem fazer. A nossa situação e oposição funciona baseada nesta imbecilidade que acaba tragando o povo também, uma vez que fica sempre a esperar e nunga age, ele divide-se entre otimismo e pessimismo.

O mesmo Bernanos, homem de caráter conservador e de direita experimentou isso na prática. Quando deixou o movimento pela restauração da monarquia francesa (Action Française), passou a criticar os métodos do movimento. Os esquerdistas viram nisso uma aproximação e passaram a cortejá-lo, ele respondeu que o esquerdismo era manifestação suprema da imbecilidade universal.

Acostumado a França monárquica, una, indivisa e realista, era a resposta que poderia se esperar de sua parte. Na monárquia a situação e a oposição não são posições fixas, mas quando aparecem são exercidas pelo Rei e pelo Povo. Acredito que este é um dos motivos pelos quais a monárquia é um governo real, em si mesma ela pode ter a autêntica democracia.

Os problemas são resolvidos pela ciência e não por ideologias que caminham normalmente para o totalitarismo. O que vivemos hoje, é uma democracia totalitarista, onde a liberdade é absoluta e a verdade é relativa. Simplesmente porque a verdade tornou-se também um produto humano, ela nasce justamente dessa liberdade absoluta, uma determinação da vontade e não da inteligência. O resultado é a corrupção e a desordem, como diz o grande escritor Gilbert Keith Chesterton:

"O Progresso devia significar que estamos sempre transformando o mundo para ajustá-lo àquela visão. No entanto, o progresso significa, atualmente, que estamos sempre mudando a visão" - Ortodoxia, Gilbert Keith Chesterton.

Estamos sempre mudando de visão, porque acreditamos na teoria a partir da prática. Quando deveria ser a verdade a estar no começo e a liberdade no fim, colocamos a liberdade no começo e a verdade em um fim que nunca alcançamos. Somos construtores do humanismo de Protágoras, onde nós somos a medida das coisas que são e daquelas que não são. O melhor e o verdadeiro são decididos pela maioria. Prática já combatida por Sêneca no inicío de nossa era Cristã.

Colocar a liberdade na raiz é estabelecer o fim da árvore, que é a sociedade. Hoje tem se indivíduos-reis que afirmam como Luís XIV: "O Estado sou eu" Os antigos romanos já sabiam que o supremo direito é a suprema injúria. Concedê-lo a cada um é uma falta de sabedoria sem precedentes em toda história, não é manifestação de imbecilidade, mas de um super egoísmo. Isso só vai parar no fim da própia sociedade, quem viver verá!

terça-feira, 24 de junho de 2008

Hoje a Nova Igreja não pode salvar, está fechada para reformas

A Igreja próxima a minha casa, está sempre em reformas, por isso ela vive frequentemente fechada. Incrívelmente a cada semana as suas paredes são pintadas de uma cor; uma semana ela esta branca e na outra verde. O Padre nunca se decide por uma cor, ele quer sempre que um fiel escolha a cor. E nós acabamos ficando sem Missa e Eucaristia.

Em seu interior as coisas também sempre são mudadas. Não se decidiram ainda qual Santo deve estar no altar, a cada dia colocam um santo para depois trocar por outro. Diz o Padre que cada fiel tem seu santo de devoção, por isto não é justo consagrar a Igreja a um santo ou nomeá-la com o nome de apenas um. Assim, resolveu que a cada dia ela teria no altar a imagem de um santo e que nomearia a Igreja naquele dia. Segundo ele, é preciso agradar os fiéis.

Bom, isto é apenas uma estorinha para ilustrar a Nova Igreja dos modernistas e dos teólogos da libertação. Trata-se de uma Igreja fechada para a salvação e aberta para reformas, fechada para o povo e aberta para os teólogos. É uma Igreja onde o sal perdeu o sabor e que se tornou insípida; ela não reforma e nem salva o homem, porque está sempre em reformas.

Ocupando-se apenas com a econômia e a política, nunca consigo mesma e com seu Senhor, quem poderá ela salvar?

Abramos os olhos, não sejamos tolos, não queiramos reformar a Igreja quando somos nós que necessitamos de mudanças. É claro, extremamente claro que uma Igreja que esta em continua reforma não salva nada e nem ninguém, porque não é a Igreja de Cristo, mas a Sinagoga de Satanás. Se a Igreja é "Semper Reformanda", quando vai abrir para transformar seus fiéis? Quando ela cumprirá a sua máxima lei que é a salvação das almas?

Caríssimos leitores, estamos diante de um momento sem igual na história da Igreja. No Brasil, todas as classes que compõem a Igreja mantém uma relação de auto-suficiência, ou seja, cada uma em particular julga-se a própia Igreja. Não se contempla mais nas próprias Igrejas algumas das famosas vias tomistas para se demonstrar a existência de DEUS. Como a segunda via onde Frei Tomás apresenta uma relação de ordenação entre moventes e movidos. Cada qual se julga movente e para isto tem encontros anuais para decidirem pelas própias diretrizes, como o vergonhoso 12° ENP que provou que não são mais os
Bispos que ordenam os presbíteros ao seu majestoso fim. Agora os presbíteros se auto-ordenam, como todas as outras classes que compunham a Igreja. Tudo isto para nossa angústia e tristeza, demonstra que não temos mais um corpo na Igreja no Brasil, como o descrito em 1 Corintíos 12.

O que temos dentro da própia Igreja são corpos particulares e independentes que lutam entre si. No Brasil isto se deve a teologia da libertação que, com a ajuda do Episcopado, seja pelo apoio ou pelo silêncio dos Bispos, implantou na Igreja a dinâmica da luta de classes. Exemplo disto foi a recente proibição do episcopado do Espírito Santo e de Minas Gerais a candidatura política de Padres e o motim promovido por um dos membros da vanguarda da Teologia da Libertação, Frei Gilvander (tem programa de rádio), da Igreja do Carmo em Belo Horizonte que se reuniu com mais 20 Padres. Diga-se de passagem, todos comunistas e auto-excomungados. É caríssimos, existem rebanhos nas mãos de lobos e o episcopado, o que faz? Cuida da reforma agrária e da política...

A salvação das nossas almas, atualmente não tem importância, o que tem importância é reformar a Igreja e a Sociedade. O homem para eles não precisa de reformas, só a Igreja. Seria cômico se não fosse trágico, esses tais julgam-se salvos e a Igreja perdida, por isso clamam por mudanças, eles não estão em Cristo e na Igreja, estão no mundo, dando voltas, e esquecem-se que a cruz permanece firme, como diz o lema dos cartuxos.

Bem digo quando afirmo que para a nova teologia e para a TL a Trindade é o mundo, a matéria (Logus) e a evolução. Há quem duvide, mas a prova esta mais do que evidente, visitem o site da CNBB, lá pode-se ler artigos de marxistas, humanistas, economistas e um tanto de outro "istas". Catolicista, meus caros, não existe e nem textos genuinamente católicos naquele site.

Cuidado, muito cuidado, porque nosso Senhor morreu e ressuscitou pela salvação de nossas almas. Não para reformar a sociedade ou para servir a humanidade, mas para fundar na terra a Jerusalém celestial que é a Igreja, capital do Reino de DEUS. Vós sois cidadãos do Reino de DEUS, não vos deixeis enganar, por aqueles que pregam a democracia na Igreja. Nosso Senhor falou-nos do REINO, isto mesmo REINO e não REPÚBLICA de DEUS.

Em tempos em que a autoridade eclesiástica é morna e pensa ser rica a ponto de abandonar o ensino para dialogar com os tradicionais inimigos de DEUS (Ap 3,5), todo cuidado é pouco. Rezemos pela santificação e fidelidade dos clérigos, especialmente dos Bispos. E rezemos principalmente pelo Papa que atualmente é maior vitíma da infidelidade do clero. Nosso Senhor nos proteja e nos guarde, hoje e sempre