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terça-feira, 21 de abril de 2009

A teologia e a lógica

 

Pe. João Batista de Almeida Prado Ferraz Costa

O grande crítico literário Sílvio Romero, na segunda metade do século XIX, debochou da teologia em sua obra A filosofia no Brasil, fazendo uma classificação das ciências na qual enquadrava a teologia como “pretendida ciência” ao lado da metafísica e da quiromancia. Isso provocou a ira do Pe. Leonel Franca que, no seu precioso livro Noções de história da filosofia, se refere com sarcasmo a Romero como o “filósofo de Lagarto” em alusão à sua terra natal em Sergipe.

Se a classificação de Romero é ridícula e destituída de qualquer valor filosófico, não deixa, entretanto, de ser uma advertência útil para quem pretenda fazer um discurso teológico consistente e com rigor lógico. Na época em que Romero escreveu, sua crítica era totalmente injusta e reveladora da ignorância que grassava em nosso meio.

Quem estuda Aristóteles e Santo Tomás, ainda que não tenha fé, tem de reconhecer a coerência do discurso filosófico e teológico.

Como se sabe, a Igreja, obedecendo a uma longa tradição, à diferença dos cismáticos orientais, faz preceder aos estudos teológicos um estudo de filosofia que forneça maior solidez de raciocínio a quem pretende refletir sobre a revelação divina.

Até meados do século passado, mais precisamente até o Vaticano II, conforme testemunho das mais pessoas mais velhas que tiveram a graça de freqüentar um seminário daqueles bons tempos, era comum o uso de grandes manuais de filosofia escolástica que introduziam o seminarista nos estudos de Aristóteles e Santo Tomás. Hoje esses manuais são raridades bibliográficas que precisariam ser reeditadas e complementadas com notas referentes, sobretudo, àqueles pontos de ligação entre a filosofia e a ciência, como, por exemplo, na área da comologia e antropologia, de maneira que se mostrasse com maior clareza a harmonia entre fé e razão à luz dos avanços da ciência no campo da física, biologia e neurociência.

Via de regra, os referidos manuais iniciavam o estudo da filosofia com uma explicação das leis fundamentais da lógica, quer dizer, ensinavam os primeiros princípios pelos quais a inteligência humana chega ao conhecimento da verdade: princípio de não contradição, princípio de exclusão do meio etc.

A filosofia moderna, fazendo tábula rasa desses primeiros princípios evidentes e indemonstráveis, transforma-se em algaravia com desastrosas conseqüências no plano da teologia. Como se sabe, os teólogos da “nova teologia” condenados por Pio XII na Humani generis (1950) tinham claro desprezo pela escolástica. Queriam uma teologia nova ao sabor da filosofia moderna. Começaram querendo uma teologia à Hegel para terminar querendo uma teologia à Marx. Basta citar o pe. Lima Vaz e o franciscano Boff, da teologia da libertação.

Até aqui chovo no molhado. Agora, desejaria dar minha modesta contribuição para esclarecer a controvérsia, que tem afligido a muitos, sobre se a Fraternidade São Pio X está em comunhão ou não com a Santa Sé.

Examine-se primeiro o problema sob o aspecto lógico e, em seguida, veja-se sua conseqüência teológica. O princípio da exclusão do meio nos ajuda a resolver a questão: entre o estar em comunhão e o não estar em comunhão não há meio. Ora, Roma diz que a Fraternidade Sacerdotal São Pio X tem certa comunhão que se espera venha a ser uma plena comunhão

. O fato é que se afirma a comunhão. O que importa é o substantivo. O adjetivo é secundário. Homem inteligente ou homem burro. O que conta é que homem e, como tal, deve ser tratado. Como se sabe, gramaticalmente falando, a realidade se encontra no substantivo, naquilo que a coisa é, e não no adjetivo que apenas lhe indica um atributo. No caso, afirma-se a comunhão, a qual não pode ser discutida, pois não existe “meia comunhão”. Com efeito, entre o pensar e não pensar não existe “meio pensar”, embora existam o pensamento medíocre e a teologia capenga. O adjetivo, para ser justo, tem de ser condizente com a realidade indicada pelo substantivo seja em seu ser ou em seu agir. Disto se infere quão infeliz e imprecisa a expressão cunhada pela nova eclesiologia “em plena comunhão”.

Por outro lado, a afirmação da Lumen gentium “a Igreja de Cristo subsiste na Igreja Católica” representa um problema, porque subsistir significa estar na sua substância e a Igreja não é uma substância. A Igreja é uma sociedade. Sociedade, como a definem os melhores tratadista, é uma união moral de indivíduos em vista de um fim comum. De maneira que, em rigor, a Igreja Católica é a sociedade fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo que congrega todos os batizados unidos entre si pelo vínculo da fé, da disciplina (obediência ao Romano Pontífice) e dos sacramentos.[1]

Na verdade, a tristemente célebre expressão da Lumen gentium, ao induzir a pensar que não existe total identificação entre a Igreja de Cristo e a Igreja Católica, favorece o esfacelamento da Igreja como sociedade e como ordem. Pulveriza a Igreja em inúmeras seitas nais quais subsistiria a Igreja de Cristo. Com razão perguntou um autor: como afirmar que a Igreja de Cristo subsiste ao mesmo tempo na Igreja Católica, que condena a ordenação de sacerdotisas e a união gay, e na Igreja Anglicana que aplaude essas aberrações?

Ademais, com base na Sagrada Escritura, a Igreja Católica sempre disse ser a Esposa de Cristo. Pois bem, se Cristo está “casado” com ela, como poderá também estar casado com as várias seitas cristãs nas quais subsistiria de alguma forma, a não ser que se admita uma poligamia teológica? A lógica é irrefragável: ou se está casado ou não se está. Não existe meio casado. Seria um absurdo e uma blasfêmia dizer que Cristo está “plenamente” casado com a Igreja Católica e “meio” casado com as várias seitas.

Conclui-se, pois, que os modernistas estão acuados. Não têm resposta. Se quiserem negar que a Fraternidade esteja em comunhão (E aqui me refiro não a uma simples comunhão com uma máquina burocrática eclesiástica, mas a uma comunhão fundada nos elementos tradicionais da Igreja), têm de obedecer à lógica, ao princípio da exclusão do meio e condenar a sua própria invencionice teológica da plena comunhão e meia comunhão.

Como se vê, o discurso teológico, se quiser ser respeitado como ciência, tem de obedecer aos primeiros princípios, sob pena de realmente merecer chacotas de mau gosto da parte dos inimigos da Igreja. Consta que Sílvio Romero, na segunda edição da sua obra, retratou-se da sua zombaria. Mas se vivesse hoje, teria um prato cheio para dizer de certa teologia que não passa de pretendida ciência.

Anápolis, 5 de março de 2009


[1] A famosa definição paulina de Igreja como corpo místico supõe, evidentemente, o emprego do vocábulo corpo em sentido analógo. A não ser assim, teríamos de admitir uma concepção organicista de Igreja, com uma unidade física incompatível com a liberdade dos seus membros. Seria exagero indagar se a expressão subsiste, na medida em que implica a idéia de substância, não será a causa da obsessão por padronização e uniformização segundo o modelo progressista que se verifica em amplos setores da Igreja hoje?

Fonte: ASSOCIAÇÃO CIVIL SANTA MARIA DAS VITÓRIAS

segunda-feira, 30 de março de 2009

Carta aberta do Pe. João Batista ao Papa Bento XVI.

 

Carta Aberta ao Santo Padre Bento XVI

Beatíssimo Padre.

Prostrado aos pés de Vossa Santidade, venho, respeitosamente, por meio desta, manifestar-lhe minha fidelidade incondicional na qualidade de sacerdote católico incardinado na Diocese de Anápolis.

Tenho acompanhado com tristeza e indignação todos os ataques dirigidos contra Vossa Santidade, verdadeiros atos de rebeldia, por parte de pessoas que perderam a fé católica ou se deixaram enredar por falsas doutrinas e, assim, são incapazes de avaliar com justeza as medidas prudentes e zelosas de Vossa Santidade com o intuito de promover o bem da Igreja e preservar a integridade da fé católica.

Desejaria dizer a Vossa Santidade que lhe sou particularmente grato pelo motu proprio Summorum Pontificum e pelo decreto de revogação das excomunhões declaradas em 1988 contra Mons. Marcel Lefèbvre, D. Antonio de Castro Mayer e os 4 bispos então consagrados.

Com a liberdade de um filho que confia em seu pai, devo dizer a Vossa Santidade que, tendo nascido em 1962 em uma diocese do interior do Estado São Paulo, assisti à degradação da vida espiritual católica promovida pela teologia da libertação e em nome do Concílio Vaticano II: igrejas destruídas e profanadas, a liturgia completamente dessacralizada, a educação católica, garantia da transmissão dos valores perenes, abolida com o fechamento de antigos colégios, porque se dizia serem apenas  instituições a serviço da  burguesia e contra as classes oprimidas. Um número incalculável de publicações  (cartilhas, panfletos, folhetinhos de missa) espalhou todos esses anos entre os católicos a grosseria, a  imoralidade e a heresia, de modo que se gerou um ambiente insuportável. É inútil e impossível mencionar todas as calamidades que se abateram sobre os católicos, e Vossa Santidade tem pleno conhecimento da realidade.

Digo isto apenas para confessar a Vossa Santidade que, se eu e minha família preservamos a fé católica, foi graças ao combate travado por sua S. Exa. Revma. Mons. Lefèbvre. Com efeito, verificamos que ele tinha razão em convocar os católicos para lutar contra tantos desmandos e abusos.

Em 1988, quando foi assinado um protocolo de “acordo” entre a Fraternidade Sacerdotal São Pio X e a Santa Sé, no qual se previa a conveniência de que fosse sagrado um bispo eleito entre os padres da Fraternidade e, como não se superasse o obstáculo da fixação de uma data para tal sagração, pareceu-nos que Mons. Lefèbvre tinha o direito de proceder ao rito sagrado.

Decorridos tantos anos, estou convencido de que o venerável bispo agiu bem. Os frutos de sua obra são bênçãos e graças para toda a Igreja. Não tivesse ele agido com prudência e fortaleza então, certamente não existiria a Fraternidade Sacerdotal São Pedro e muitos outros institutos ligados a Ecclesia Dei Adflicta. Eu mesmo não teria sido ordenado presbítero no rito tradicional em 1996 pelo cardeal Stickler em atenção às letras dimissórias de meu antigo bispo D. Manoel Pestana Filho. E, certamente, o “progressismo católico” teria avançado muito mais como força devastadora da Vinha do Senhor.

Por isso, expresso hoje minha gratidão a Vossa Santidade e reverencio a memória dos dois bispos que ajudaram tantos católicos a conservar a fé em tempos tão atribulados.

Gostaria ainda de dizer a Vossa Santidade que são numerosíssimos os padres que o apóiam por ter, por exemplo, ordenado a correção da tradução da forma da consagração do cálice na Santa Missa e não se conformam com o descaso da hierarquia em cumprir a ordem emanada de Roma. O zelo de Vossa Santidade pelo decoro da sagrada liturgia nos conforta. Há muitos padres que desejariam seguir o exemplo de Vossa Santidade em suas paróquias, mas temem represálias da parte dos seus ordinários.

Igualmente, quero assegurar a Vossa Santidade que foi enorme a satisfação dos verdadeiros católicos com a atitude digna do arcebispo de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho OC, por ter recordado que os católicos que cooperaram com a prática do aborto naquela cidade incorreram em excomunhão latae sententiae. São gestos como este que confirmam os católicos em sua fé. Foi, por outro lado, vergonhoso e lamentável ver outros bispos censurarem a atitude coerente do arcebispo D. José Cardoso Sobrinho.

Seja-me permito, finalmente, rogar a Vossa Santidade uma providência especial para proteger o Brasil, o maior país católico do mundo, de uma gravíssima ameaça que paira sobre a Terra de Santa Cruz. Vivemos há quase oito anos sob um governo socialista que tem adotado uma política anticristã na área do direito da família e da vida. O atual governo tem o propósito de introduzir a legalização geral do aborto e da união civil homossexual. Tudo isto está previsto no programa político do Partido dos Trabalhadores, partido do governo. A candidata do governo à presidência da República no próximo ano já fez declarações neste sentido. Apesar da absoluta incompatibilidade de suas propostas políticas, a referida senhora tem exercido nas concentrações carismáticas o ministério de leitora nas missas, em franca campanha política. Com efeito, isto nos desconcerta.

Quando se trata de assuntos de grande relevância moral e para a salvação das almas, não se observa da parte da hierarquia tanto empenho para não dizer que há dolorosa omissão ou cumplicidade. Atitude como a de D. Cardoso é uma gota de água pura no mar morto. Mas quando se trata de assuntos técnicos ou sócio-economicos observa-se uma indiscreta ingerência, que só redunda em descrédito da Igreja. Permito-me recordar a Vossa Santidade o episódio da transposição do rio São Francisco ou mais recentemente a absurda demarcação de território indígena em região rica em minérios (uma ameaça à soberania nacional), com apoio do Conselho Indigenista Missionário, órgão ligado à CNBB.

De maneira que, diante da gravidade da situação atual do Brasil, rogo a Vossa Santidade que, assim como Pio XII (cuja memória Vossa Santidade tem reverenciado) salvou a Itália do perigo comunista arregimentando os católicos, assim também agora ajude a salvar o Brasil da perpetuação de uma tirania socialista e anticristã, que se instaurou entre nós com os préstimos da “esquerda católica”

Rogo a bênção de Vossa Santidade sobre minha pessoa e sobre todos fiéis da Capela Santa Maria das Vitórias em Anápolis, consagrada por Dom Pestana em dezembro do ano passado. Asseguro a Vossa Santidade nossas fervorosas orações ao Imaculado Coração de Maria para que Nossa Senhora o proteja da maldade dos seus inimigos.

Anápolis, 27 de março de 2009

Festa de São João Damasceno

Pe. João Batista de A. Prado Ferraz Costa

Associação Civil Santa Maria das Vitórias

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

O fracasso da CNBB

O maior fracasso da CNBB, consiste em não gerar mais católicos. A vivência dos católicos é o termômetro da graça e do pastoreio dos Bispos. Quando uma entidade que se diz católica vem a público pedir honestidade na política, integridade, paz, justiça, etc é sinal de que algo está errado. Porque normalmente a Igreja em seus filhos oferta tudo isto a sociedade. É bastante gravíssimo que não tenhamos mais luzeiros católicos em meio as trevas do mundo. Diga-se de passagem, que toda esta corrupção tem sua origem na diretriz desta entidade no serviço ao segundo inimigo de nossa alma: o mundo.

Pode se argumentar como no artigo apóstata “Presbítero e crise de identidade” de Pe Edênio Valle, que não há mais necessidade de idealização do modelo e conseqüentemente já não basta o servo ser como o seu Senhor, e o discípulo como seu mestre. Nesta visão míope e tortuosa, já esta implicíta a corrupção e o abandono da fé. Porque bastaria a cada um ser ele mesmo, rejeitando a Cristo que nos pede que rejeitemos a nós mesmos. Uma entidade que não confere a identidade de Cristo em seus presbíteros, não é capaz de conferi-la aos seus fiéis. É complicado falar em fidelidade quando os própios presbíteros não tem nem mesmo identidade, pois como se lê no artigo:

“Participação - A visão funcionalista, isto é, cada padre, bispo, leigo tem sua função pré-determinada na Igreja, ruiu por terra com o Vat. II. Igreja como povo de Deus e servidora do mundo, como um todo sob a ação do Espírito que suscita carismas e ministérios úteis ao anúncio do Evangelho, exige uma revisão da participação que cabe ao presbítero e ao bispo nesta Igreja ministerial. Apesar dos avanços já verificados neste campo, persistem ranços de pessoas e condicionamentos estruturais da organização eclesial que ainda impedem uma participação de todos os batizados na missão da Igreja. Desafio crescente é viver o ministério presbiteral sob o ângulo do protagonismo laical; é saber encontrar o lugar para vivenciar o profetismo numa sociedade que evolui rumo à secularização. O processo acelerado de esvaziamento da função social do presbítero, não se dará sem deixar marcas profundas.” Presbíteros e crise de identidade – Pe Edênio Valle

Como pode se ver, a Igreja povo de DEUS, nasce em sua essência apostáta e só fez promover até o presente momento a apostasia. Os Bispos e os Padres, não tem mais a função de pastores e nem os leigos a de ovelhas. Como também não existe ninguém que sirva, pois não a quem se assente a mesa: todos são iguais, mas igualmente injustos ou igualmente justos?

A vivência do falso profetismo aponta para o serviço do anticristo, que é o serviço do mundo, inimigo irreconciliável de DEUS. Isto a CNBB realiza a anos, através de apoios a movimentos marxistas, como o MST que na cobiça dos bens do próximo, firma sua existência. Como uma entidade que deveria ensinar que não se deve cobiçar os bens e a casa do próximo, apóia um movimento que se move pela cobiça de bens alheios? A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, não tem nenhum direito de abolir o mandamento de DEUS que diz:

“Não cobiçar as coisas alheias”.

Os Bispos, são servos de DEUS, não são deuses e nem servos exclusivos do povo ao ponto de apoiar todos os seus desejos. O apóstolo nos advertiu que qualquer um, fosse (apóstolo ou anjo) que pregasse um Evangelho diferente do que por eles fora pregado, que o considerássemos anátema. Neste sentido, a corrupção começa na própia CNBB, que despreza a autoridade de DEUS para servir o homem do pecado. Em matéria de fé, a CNBB é insípida e entrevada, é uma entidade covarde e apóstata, como sugere este e outros apoios espúrios.

Nosso país esta assolado na corrupção e na violência, porque a CNBB não é sal e luz. Como resultado do diálogo com a Teologia da Libertação, que resultou na fundação do PT que produziu os maiores escândalos de corrupção de nossa história. Contra eles sentencia os apóstolos:

“Acautelai-vos, para que não percais o fruto de nosso trabalho, mas antes possais receber plena recompensa. Todo aquele que caminha sem rumo e não permanece na doutrina de Cristo, não tem Deus. Quem permanece na doutrina, este possui o Pai e o Filho. Se alguém vier a vós sem trazer esta doutrina, não o recebais em vossa casa, nem o saudeis. Porque quem o saúda toma parte em suas obras más.” II Jo 1,8-11

Chego a pensar que os Bispos da CNBB só fazem análises de conjuntura e não lêem a Bíblia. O apoio ao MST, fez com que esta entidade que se diz católica produzisse um fruto ateu, expressa no apoio ao descumprimento do mandamento ou da desconsideração de que seja um mandamento de DEUS. Ao saudar Karl Marx e o permitir nos altares através da Ateologia da Libertação, tomaram parte em sua obra má: negaram DEUS. Então como pode falar em honestidade e integridade se nem ela mesma é honesta e íntegra? Quanta hipocrisia...

Nestes quase cinqüenta anos, a CNBB foi capaz apenas de produzir apenas o partido mais corrupto da história do Brasil: o PT. Não foi capaz de produzir nenhum modelo de integridade e honestidade, até porque não acredita em modelos e exemplos, mas tão somente na consciência individual. É um problema grave a CNBB não produzir luzeiros na política, mas como poderia produzi-los se ela esta do lado daqueles que querem o fim do Estado?

Não existe uma crise de identidade (No Clero e nos leigos), mas a negação da mesma que torna a evangelização completamente non sense. O fim da atividade do Clero, deveria ser a geração de Cristo para serem fiéis a identidade daquele que os salvou. Se não existe mais o modelo e nem o exemplo, Cristo não esta nas autoridades e nem nos fiéis. O que vemos nas autoridades da CNB, são os pobres e o povo a quem estas autoridades colocaram no lugar de Cristo. E o fruto desta substituição só poderia ser a corrupção tanto do Estado quanto da religião católica. Daí a razão do crescimento das seitas protestantes, do agnosticismo e do ateísmo. O que nos oferta a CNBB, é a contemplação prática da grande apostasia predita pelos apóstolos. O fim da CNBB hoje é a geração da revolução e da laicidade nos leigos. Por parte desta entidade, não existe mais oferta de fé, mas a oferta da moda.

Quando ainda se considera que os Bispos não fazem nada para coibir os abusos litúrgicos e fazem de tudo para impedir a aplicação do Motu Próprio Summorum Pontificum. Constata-se a negação das própias raízes católicas e principalmente que a Casa de DEUS, não é mais Casa de Oração onde se adora Cristo. Mas CASA DE PARTICIPAÇÃO onde a comunidade adora a si mesma em uma liturgia narcisista que se tornou um prurido de novidade sem nenhuma identidade ou algum proveito para além da participação. Temos no Brasil uma Igreja onde os Bispos não pedem as orações do povo, mas apenas ações. É mais uma tomada das obras más marxistas, desesperar-se de DEUS para acreditar em si mesmo.

Recomendo aos católicos que prezam a sua fé que se afastem desta entidade. Procurem algum grupo ou Padre tradicionalista, estes os guiarão para a oração e o reino de Cristo, não para a ação e o reino do anticristo. Embora seja proibida a aplicação do Motu Próprio Summorum Pontificum (e personalidades tradicionalistas de darem aulas) é um dever que devemos correr para a salvação de nossas almas. Principalmente quando se comprova a proibição ao certo e o apoio ao erro. Manifestos em proibições aos que ensinam a fé e a liberdade a pessoas do nível de Leonardo Boff que tem livre trânsito em todas as faculdades católicas (apesar de todas as sanções de Roma). Percebe-se nisto que não estão preocupados com a salvação de nossas almas, o suficiente para nos afastarmos.

Enfim, enquanto entidade católica, a CNBB não produz católicos, é um fracasso. Mas considerando-se o que esta por trás da cortina, ela é um sucesso na propagação da apostasia. Serve muito bem ao mundo e ao anticristo trabalhando contra Cristo e o Santo Padre Bento XVI

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Da esterilidade do “apostolado” da CNBB

É com forçoso pesar que temos o dever de anunciar que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil é uma apostasia da fé. A prova contumaz desta apostasia esta nos textos dos próprios Bispos. Neles nota-se uma única e notável preocupação temporal, notadamente de tendências marxistas, ainda que forma heterodoxa. Resulta desta idolatria socialista um enorme vazio espiritual que se manifesta exatamente pelas mais variadas formas de corrupção na sociedade brasileira.

Não é preciso muito trabalho para constatar que colocando-se Karl Marx ou qualquer outro filósofo ou idealista no lugar de Cristo e a modernidade no lugar da eternidade a Igreja deixa de ser fecunda. É com constrangimento e lástima que se verifica que hoje a esmagadora maioria dos católicos não praticam a doutrina católica, que é eterna, mas praticam doutrinas modernas que são perecíveis. Desta forma, não é de se estranhar o incessante e vicioso pedido por honestidade e integridade na política. Pois se existem católicos na política, nenhum deles é exemplo de integridade, sendo este um sinal de que a atividade da CNBB é um fracasso. Porque ela não ensina a doutrina católica, mas antes faz dialética da corrupção como médico que usa doença como se fosse remédio. Nosso Senhor ensinou que nada se pode fazer sem Ele, logo o apostolado da CNBB é estéril e não gera católicos, mas é fértil na geração de homens mundanos. Se fosse luz, clamaria por luz?

Com efeito, a CNBB não consegue instruir sequer um católico para ser sal e luz no meio das trevas e pior ainda é a sua capacidade para a conversão e a evangelização dos homens e mulheres do Brasil! Suas relações escusas com o partido que mais produziu escândalos de corrupção na história do país e o seu adultério com a Teologia da Libertação são os maiores propagadores de heresias a ser combatidas. A CNBB, é lamentável, constitui-se em uma entidade sem lei e sem graça. Tudo é só política na CNBB!

A Igreja sempre ofertou honestidade e integridade através de seus filhos, ela nunca pediu isto a todos, porque nem todos vivem o julgo leve e o fardo suave de Cristo. Quando se passa a pedir isto é um sinal de que não se está em sintonia com a Santíssima Trindade. Não se cuida de dizer inexistentes os pecados entre os filhos da Igreja, mas sim de saber que na CNBB não existem e não se produzem exemplos a ser seguidos. Portanto, se ela já não produz luzeiros entre as trevas, algo está errado e necessita ser corrigido. Porém no que diz respeito a CNBB, é muitíssimo difícil imaginar uma reorientação ao sagrado. Com efeito, o próprio fato de se existir uma CNBB é algo que afronta a própria doutrina da Igreja. O nível de corrupção a que chegou esta entidade é tão profundo que eles são até capazes das mais descabidas e não fundamentadas desobediências ao Papa. 

Na desobediência ao Papa, merece principal destaque o Motu Próprio Summorum Pontificum e a orientação para a correção da forma da consagração do vinho. No primeiro caso, a maioria dos Bispos desta entidade impediu ou aplicou parcialmente o Motu Próprio. Já no caso da fórmula da consagração, venceu em outubro último o prazo para a correção e até o presente momento nada foi feito. Haverá testemunho maior de infidelidade do que a contemplação da hermenêutica da descontinuidade promovida por esta entidade?

Tudo isto faz lembrar que o maçon republicano Rui Barbosa disse com ares de profecia que um dia o homem sentiria vergonha de ser honesto. Em uma versão católica, aqueles que não conhecem a verdadeira tradição da Santa Igreja, pela atividade da CNBB, certamente sofrem um forte ímpeto de reformular tal sentença que por eles muitas vezes acaba se dizendo:

“De tanto ver triunfar as heresias, de tanto ver prosperar o erro, de tanto ver crescer a apostasia, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, chego a desanimar da obediência e da fé; a ter vergonha de ser católico." Não é difícil saber porque as seitas proliferam tanto no Brasil!

O apoio e o serviço ao mundo, a desobediência ao Papa e o descumprimento das leis de Deus, não qualificam a CNBB como obra verdadeiramente católica. Quando se apóia grupos como o MST, despreza-se a lei de DEUS que nos manda não cobiçar as coisas alheias.

Agrademos a DEUS por haver permitido o apostolado de Dom Lefebvre e Dom Mayer. Depois do Concílio Vaticano II, apenas estes dois Bispos e mais poucos outros defenderam a fé. Onde se tem dialética, não é possível haver defesa, pois não existe mais fé, não existem mais lobos, porcos ou cães, mas somente o homem orgulhoso idolatrado por este clero modernista que destrói a religião e a crença em Deus. Através de um sentimentalismo romântico barato e de uma negação da racionalidade testemunham os rebeldes que a verdade de Cristo não mais liberta.

Nosso Senhor se compadeça de nós e nos envie Bispos que se preocupem com as nossas almas e nos guiem pelo caminho da fé.  Já passou da hora da Igreja no Brasil deixar de ser Igreja da CNBB e voltar a ser Igreja Católica. O modelo nascido do exemplo apóstata de Dom Hélder foi o responsável por toda corrupção eclesiástica em nosso país e pela pífia frutificação de autênticos católicos.

Frederico de Castro

Gederson Falcometa Zagnoli Pinheiro de Faria

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Uma Litúrgia sem Cristo

Caríssimos,
abaixo segue mais um texto que demonstra na prática a apostasia da Igreja no Brasil. Nele os músicos são orientados a dar primazia a assembléia em detrimento de Cristo, se eles são orientados a isto, os Padres também não recebem idêntica orientação?

Lamentável... a CNBB ensina a todos como não ter fé pelo própio mau exemplo dos Bispos que não a defendem. Coforme se lê em outra instrução, a Missa não é mais a repetição do sacrificío do calvário, é apenas um ato simbólico:

"Nossas celebrações são acontecimentos simbólicos".

"Nossas celebrações são Memorial e Mistério. Recordando, em palavras e gestos, os fatos
salvíficos do passado, a assembléia celebrante goza da certeza de que o Deus de ontem, o Deus de hoje e de sempre, aí está presente." A natureza sacramental da música litúrgica http://www.cnbb.org.br/ns/modules/mastop_publish/files/files_48d24f20640a7.pdf

A CNBB engana os católicos, os pobres e toda sociedade ao rejeitar sua própia identidade. Estamos diante de algo completamente diferente do Evangelho de Cristo pregado pelos apóstolos, para ser bem claro, diante de um anátema. Nosso Senhor Jesus Cristo fez opção preferencial pelos pecadores, não pelos pobres, a finalidade era uma ascenção espiritual e não social. Todos os Apóstolos de bom grado se desligaram das sociedades para se integrarem e integrar as pessoas na cidade de DEUS.

Na Idade Média os efeitos desta opção, foi a conversão de centenas de nobres que venderam todos os seus bens partilhando-os com os pobres e a Igreja. Hoje faz a CNBB faz exatamente o contrário e não produz os mesmos resultados nos áureos tempos do cristianismo. Nosso Senhor não aboliu a lei, mas a CNBB em seu apoio ao MST, demonstra que "não cobiçar os bens do teu próximo", não é mais algo válido. Deve ter evoluído para a inexistência de propriedade privada... caíram em todas as tentações que nosso Senhor venceu e não existe sequer um Bispo fiel que faça oposição a apostasia que infelizmente contemplamos.

Ainda temos uma analogia bem interessante a do grito dos excluídos. Pressupõe-se que na rejeição a exclusão eles também não aceitem a pena do inferno. Logo, pode se dizer que a revolução de satanás é também um "grito dos excluídos.' Justamente por isso não se prega mais a doutrina da Igreja, não se combatem doutrinas heréticas como a teologia da libertação e afasta-se os dogmas, como o da transubstanciação substituído pelo simbolismo, o ato sacrifical substituído pelo memorial e o altar pela mesa eucaristica.* Tudo que foi excluído ao longo dos séculos, foi incluído pela CNBB ao longo de poucas décadas para agradar os homens, ou seja, as heresias que são pregadas, não a sã doutrina.

Os Bispos pela sua amizade e serviço ao mundo, testemunham inimizade para com DEUS, não acreditam naquilo que pregam, negam o oficío epsicopal por não combaterem os erros e vivem em função do povo, não de Cristo. A entidade CNBB, é pior que todas as entidades heréticas que surgiram no seio da Igreja, ela é a síntese de todas as heresias. Todo católico no Brasil deveria afastar-se disto para não participarem da apostasia e cisma infudidos por esta entidade no meio católico.

Não a morte pior para a alma que a liberdade do erro, dizia Santo Agostinho. Aqui no Brasil tudo é licíto, porque tudo convém aos ideários "ocultistas" da CNBB. Em matéria religiosa, ela nada tem a dizer aos que tem fé. É como disse o Pe Paulo, "a Igreja no Brasil sofre de AIDS espiritual" e isto tem começo na adoção da Teologia da Libertação. Lamentável...





A PRIMAZIA DA ASSEMBLÉIA
http://www.cnbb.org.br/ns/modules/mastop_publish/files/files_48d24f3c1dc0a.pdf

Aos recém-batizados das comunidades primitivas, o Apóstolo Pedro escrevia: “...vocês também, como pedras vivas vão entrando na construção do templo espiritual, e formando umsacerdócio santo, destinado a oferecer sacrifícios espirituais que Deus aceita por meio de Jesus Cristo... Vocês são raça eleita, sacerdócio régio, nação santa, povo adquirido por Deus, para proclamar as obras maravilhosas daquele que chamou vocês das trevas para a sua luz maravilhosa” (1 Pd 2,5.9).

Reunidos em nome de Jesus, os fiéis gozam da certeza maior de sua presença (Mt 18,20) e dele recebem o mandato de repetir seus gestos e palavras em sua memória (1 Co 11,23-25), dando graças ao Pai, de quem procede qualquer dom precioso e qualquer dádiva perfeita (Tg 1,17);

Esta assembléia sacerdotal, manifestação privilegiada do Corpo de Cristo (Rm 12,3-13; 1 Co 12,12-13), deve ser a referência mais importante dos autores, compositores e demais agentes litúrgico-musicais.

Foram estas convicções elementares que levaram a renovação da música litúrgica católica a compreender e a insistir no primado da assembléia!

. “Servir à assembléia é a base de toda liturgia verdadeiramente pastoral. Servir não quer dizer que se satisfaçam não importa quaisquer desejos manifestados na comunidade. Trata-se de introduzi-la sempre mais, pela fé, no mistério de Jesus Cristo. Mas como fazê-lo sem conhecer a comunidade, sem levá-la em conta, para que ela, toda ela, se ponha em marcha?”
“Levar em consideração a assembléia celebrante, com suas possibilidades, sua riqueza e seus limites, é a primeira preocupação de uma liturgia verdadeiramente pastoral. É o caminho mais seguro para se chegar a uma celebração cheia de vida, significativa e personalizada, sobretudo quando se trata de música e canto”
( GELINEAU, Canto e Música no culto cristão. Cfr. também SC 27).

E este primado da assembléia se torna, assim um princípio fecundo e rico de múltiplas conseqüências ou implicações para a música na liturgia:

Servir à assembléia, não a indivíduos ou tendências

A assembléia litúrgica não é apenas a soma dos indivíduos que a compõem. Ela é a Igreja inteira a se manifestar naqueles que estão reunidos aqui e agora. Aí está o Cristo presente e agindo. Claro que se trata de pessoas, mas em comunhão, e não, uma ao lado da outra. O que se quer é servir a essa comunhão entre as pessoas. E essa compreensão mística determina a prática do agente litúrgico-musical:

Não tem sentido, por exemplo, escolher os cantos de uma celebração em função de alguns, que se apegam a um repertório tradicional, ou ainda de outros que cantam somente as músicas próprias de seu grupo ou movimento, nem de outros que querem cantar exclusivamente cantos ligados à realidade sócio-política, se isto vai provocar rejeição de parte da assembléia.

Pois todos têm o direito de compreender e participar, com gosto, sobretudo os mais desprovidos.

É preciso que se pense em todos, e em cada um na comunhão com os demais;
Não é coisa fácil conhecer as necessidades verdadeiras, as capacidades reais e os gostos especiais de uma assembléia. O pior que pode acontecer é achar que tudo se resolve entre quem preside e o regente ou animador do canto. E o melhor será uma prática comunitária e democrática, onde as pessoas recebem as informações e a formação necessárias em matéria de liturgia e música, trocam seus pontos de vista, e com critérios e bom senso fazem seu discernimento, avaliam permanentemente sua prática e vão encontrando a feição musical e litúrgica da assembléia. E é bom estar atento para o fato de que nem sempre o que se pensa e o que se diz, coincide com o que se sente e se vive. Nossa escuta tem que ser mais profunda do que simplesmente perguntar às pessoas o que elas acham, sobretudo porque há toda uma massa de silenciosos.

2
Integrar a todos

Celebrar com uma assembléia homogênea não é algo que aconteçe sempre, nem parece ser o mais significativo. É bem mais fácil escolher cantos, música ou coreografia com ou para uma comunidade monástica, um grupo de jovens, um encontro da Pastoral Operária ou um retiro de catequistas... Mas não é esse tipo de celebração o que melhor revela a feição católica, isto é, universal, da Igreja, onde ninguém é mais do que ninguém, onde todos cabem e são acolhidos com suas diferenças, seus valores e seus dons, para formarem o único Corpo de Cristo.

Normalmente, nossas assembléias litúrgicas são heterogêneas, misturadas. Aí estão, não apenas indivíduos diferentes, mas segmentos ou grupos diferentes de pessoas, que têm algo de comum entre si e formam minorias específicas dentro da grande assembléia:

• numa assembléia em ambiente urbano de centro: gente de classe média, gente da periferia, gente de etnia, cultura, idade e sexo diferentes...
• numa Comunidade de Base da periferia urbana ou de meio rural: crianças da catequese, adolescentes que se preparam para a Confirmação, grupos diversos (de jovens, de casais, da pastoral dos enfermos, de idosos, etc).

Sob o pretexto de não se fazer acepção de pessoas, não se pode ignorar essas diferenças de ordem sócio-psicológica. Optar por uma neutralidade indiferente a tudo isso, com o propósito de atender a todos por igual, correria o risco de não atingir a ninguém. Pelo contrário, seria melhor empenhar-se em ir ao encontro de cada situação, tornando-se “servo de todos , a fim de ganhar o maior número possível” (1 Co 9,19):

⇒ Imaginemos uma assembléia de adultos, na qual há uma presença importante de adolescentes, a quem os cantos litúrgicos do gosto de seus pais, parecem “cafonas” e
enfadonhos... Sem privar os mais velhos de seus cantos tradicionais, por que não introduzir, em momentos estratégicos da celebração, cantos litúrgicos de um outro estilo, com os quais os mais jovens se identifiquem e através dos quais se expressem mais a gosto? Em momentos assim, eles vão entrar de cheio e toda a celebração, de repente, vai tomar um outro aspecto para eles e, quem sabe, vai mudar o clima geral da mesma para todos.
⇒ Imaginemos uma igreja freqüentada pela classe média, freqüentada também por gente de um bairro pobre vizinho, mas onde comparece um grupo de pessoas de cultura erudita em matéria de música... Seria oportuno incluir na celebração, sem prejuízo do canto da assembléia, algum momento especial, onde um coral, um órgão ou outros instrumentos poderão proporcionar um instante de poesia e contemplação, e uma oportunidade de enlevo espiritual para todos os demais.

⇒ Imaginemos ainda uma comunidade eclesial de base na periferia da cidade, ou mesmo alguma igreja de centro, onde sempre costuma haver uma presença significativa de negros ou mestiços: seria bom inserir em toda celebração alguns cantos, alguma música, alguma coreografia do recente, mas já rico e significativo repertório afro-brasileiro.

Ao garantir-se que as riquezas de cada um, de cada grupo ou minoria sejam colocadas à serviço de todos, leva-se a sério a assembléia concreta e real. Todo mundo vai se sentir levado em conta, pelo menos num ou noutro momento com o qual se identifica mais. Cada um vai se acostumando a reconhecer na assembléia a presença dos demais, a respeitar as diferenças e prestigiar os valores de cada grupo ou expressão cultural.
Uma outra possibilidade seria, por exemplo, confiar cada celebração à animação de algum grupo especial:

• às crianças com seus/suas catequistas ou acompanhantes;
• Aos adolescentes, que se preparam para a Confirmação ou participam de grupos, com
seus/suas catequistas ou acompanhantes;
3
• Aos jovens que participam de grupos na comunidade;
• Aos adultos, dos Grupos da Comunidade;
• Ou a algum grupo ligado a uma pastoral ou movimento. Em todo caso, não faz sentido a celebração dominical a cargo de um determinado grupo: enfraquece a dimensão comunitária na vida do grupo e empobrece a vida da comunidade.

Em princípio, a celebração será sempre de toda a comunidade. Isto porém, não exclui a oportunidade de, cada vez, um grupo se manifestar com seu jeito, suas riquezas, seus valores e se fazer acolher pelos demais. Ao longo da caminhada, todos vão se sentindo contemplados e valorizados. Todo mundo vai aprendendo a respeitar e valorizar todo mundo. Nada mais católico, nada mais parecido com a experiência da comunidade cristã primitiva, onde “todos os que abraçaram a fé eram unidos e colocavam em comum todas as coisas... Louvavam a Deus e eram estimados por todo o povo” (At 2,44.47).

Contar com os agentes disponíveis
Uma assembléia litúrgica supõe necessariamente tarefas e papéis formais, a serem desempenhados por agentes previstos de antemão e preparados devidamente para tais papéis ou tarefas. Deles é que vai depender o desenrolar harmonioso da celebração. E isso é particularmente evidente quando se trata de canto, música, dança ou coreografia. É do animador do canto, do coral, dos instrumentistas, do grupo de dança, da capacidade vocal e musical dos que presidem ou coordenam a celebração, que depende todo o desempenho musical de uma assembléia. Tem que se levar em conta as possibilidades concretas de cada assembléia, de cada comunidade e seus agentes ou ministros.
Ter em vista a experiência de fé
A função própria do rito é ser sinal da fé. A celebração cristã da vida é essencialmente uma celebração da fé. Para que um rito cantado funcione como tal, não basta que a obra seja executável, que todo mundo cante, que a música seja bonita. É preciso, sobretudo, que o canto, a música, propicie uma experiência de Jesus Cristo, presente e atuante no meio dos seus, que sua Palavra seja anunciada e acolhida, que se realize uma comunhão no seu Espírito.

A questão principal e decisiva será sempre: que significa para esta assembléia o fato de se cantar tal canto, e de cantá-lo desta maneira? Questão particularmente difícil de ser respondida, cuja resposta sempre nos escapará em parte. Mas de todo imprescindível, pois dela depende o sentido mesmo do que fazemos, ao nos reunirmos em assembléia para celebrar nossa vida à luz da fé. Não basta contentar-se com uma bela cerimônia, com haver executado belas músicas, com haver realizado um encontro agradável. Trata-se mais de haver acolhido em profundidade a Palavra que liberta e transforma, que faz morrer e reviver, que nos abre para o Outro e para os outros, segundo o espírito das Bem-Aventuranças!

Tocar, cantar e dançar muita ou pouca música... escolher entre este ou aquele repertório... não vale igualmente para todo tipo de assembléia. O critério decisivo não será jamais a própria música, mas a assembléia que se reúne para cantar, tocar e dançar, ao celebrar sua fé.

.O canto litúrgico enraizado na assembléia
Nada mais sem graça e enfadonho do que uma celebração-robô, um “enlatado” litúrgico, sem o rosto da comunidade que celebra, sem raiz nos acontecimentos que marcam a sua vida, sem atualidade, fora do tempo e do espaço. Ao pretender agradar a todos, termina sendo de ninguém. Pelo contrário, onde se tem experiência de uma celebração significativa e interessante, há sempre por trás uma equipe de celebração, capaz de encontrar, com a assembléia por ela animada, o seu próprio estilo. Mas para chegar-se a este ponto não basta a personalidade de quem preside, a qualidade do coral, a competência dos instrumentistas, a riqueza de um repertório ou a escolha acertada dos cantos... É preciso que haja uma certa coerência entre as pessoas e as ações; um ajustamento percebível entre a arquitetura e o jeito de celebrar, entre as mensagens e a música, entre a cultura e a fé dos participantes. É preciso, sobretudo, uma profunda harmonia entre aquele que preside, os demais ministros, o (a) regente ou animador(a) do canto, o coral, os instrumentistas e o povo.

É justamente por isso que as assembléias que se exprimem com cantos criados dentro delas e para elas - para um tal público, tais intérpretes, tais instrumentos, tal espaço, tal
arrumação - parecem muito mais autênticas e cheias de vida. E não é por nada que das composições recentes, as melhores, são quase sempre as que surgem de uma assembléia particular ou de uma circunstância especial. Elas se enraízam num tempo ou num espaço determinados... elas têm húmus. A tradição do “Cantor”, que compõe para as celebrações de sua comunidade, é ,sem dúvida, a hipótese mais interessante. Da mesma forma, o instrumentista, capaz de improvisar em certos momentos de uma determinada celebração... ou o salmista, encontrando, em determinada circunstância, o jeito melhor de salmodiar ou cantilar.

Se essa for, então, a nossa compreensão do afazer litúrgico, consequentemente teremos que admitir como positiva e desejável a mais ampla e rica diversidade em matéria de desempenho musical de nossas assembléias. É necessário e suficiente garantir os elementos essenciais da celebração cristã e alguns cantos comuns, especialmente no âmbito de uma mesma região cultural, de modo a permitir que os que aí chegam de passagem, consigam se situar na celebração local. Nada a temer, nada a perder, se cada assembléia tem sua personalidade musical, como cada pessoa tem seu rosto, seu semblante, desde que se possa reconhecer sob traços tão diferentes, o único semblante da Esposa de Cristo, a sua Igreja.

• O primado da Assembléia, com todas estas implicações, questionam sob algum aspecto sua prática como autor, compositor ou agente litúrgico-musical?
• Ao prestar o seu serviço musical, sua preocupação maior é servir ao conjunto, levando em conta os gostos e o jeito de ser de cada uma das das minorias aí presentes?
• Você utiliza toda a riqueza de seus talentos, tendo bem presente as reais possibilidades da Assembléia para quem você compõe ou presta algum outro tipo de serviço litúrgicomusical?
• Você se preocupa em aprofundar sua experiência de fé, de tal maneira que sua arte e seu serviço musical, ao brotarem de uma tal experiência, possa alimentar a fé de sua comunidade?
• Você é dos que se alegram com a variedade da vida, ou parte para uma uniformidade, que empobrece e sufoca?
• Ficou clara para você a resposta à pergunta “Quem canta, toca e dança na celebração litúrgica?”
(Extraído do Doc. 7 - CNBB : PASTORAL DA MÚSICA LITÚRGICA NO BRASIL. Texto de estudo)

sábado, 4 de outubro de 2008

O modernismo na Litúrgia

São Paulo, ensinou em seu tempo que "Em um só Espírito fomos batizados todos nós, para formar um só corpo, judeus ou gregos, escravos ou livres; e todos fomos impregnados do mesmo Espírito" (1). A Igreja primitiva cresceu tendo este preceito como um santo mandamento. E já na Idade Média aparece na história com a forma de um único corpo; Santo, Católico, Apostólico e Romano. Veremos neste artigo parte da problemática surgida no Século passado, que tem sua causa no abandono deste simples e fundamental preceito da Igreja.

No inicío Século passado entusiasmados pelos progressos técnicos, um grupo de estudiosos fundou um movimento para reinterpretar o cristianismo, a partir dos progressos de então. Não é nosso objetivo apresentar este movimento, que ficou conhecido como modernismo em sua totalidade. Queremos destacar um de seus princíos que triunfou no Concílio Ecumênico Vaticano II; o da distinção entre substância e forma. Condenado naquele mesmo tempo por São Pio X, na Carta Encíclica Pascendi Dominici Gregis (2).

A distinção entre forma e substância, é tirada da teoria da evolução. Os modernistas entenderam a substância como a matéria e a forma como o seu revestimento. Deste modo, eles entendem que os homens darwinistas tem a mesma substância, mudaram apenas em sua forma. Isto explica porque defenderam que a experiência sentimental é capaz de vencer qualquer experiência racional. São Pio X na Pascendi, condenou este princío:

"Há ainda outra face, além da que já vimos, nesta doutrina da experiência, de todo contrária à verdade católica. Pois, ela se estende e se aplica à tradição que a Igreja tem sustentado até hoje, e a destrói. E com efeito, os modernistas concebem a tradição como uma comunicação da experiência original, feita a outrem pela pregação, mediante a fórmula intelectual."(3)

Diante da condenação, o modernismo foi abafado, mas permaneceu secretamente atuante. Ressurgiu das cinzas no período do pontificado de Pio XII, como diz Dom Aloísio Lorscheider, (um dos Bispos desta nova teologia em sua versão marxista, a Teologia da libertação); "... a Théologie Nouvelle (4) afirmara que a verdade revelada, sendo católica, deveria poder encarnar-se nas categorias de pensamento de qualquer Filosofia e qualquer cultura. (5) No mesmo texto, diz o Bispo, que Pio XII, condenou a Théologie Nouvelle através da Humani Generis, afirmando:

"Que não se pode, sem mais, aceitar tal princípio, pois há sistemas que não servem para encarnar a verdade revelada como o imanentismo, o idealismo, o materialismo, seja histórico, seja dialético, o próprio existencialismo, enquanto professa o ateísmo ou enquanto nega o valor do raciocínio no campo da metafísica.

Para que uma verdade revelada se possa encarnar em determinada Filosofia, requer-se que essa Filosofia aceite o genuíno valor do conhecimento humano, os princípios indestrutíveis da razão suficiente, da causalidade, da finalidade e aceite também a capacidade da inteligência de atingir a verdade certa e imutável."
(6)

Passados oito anos da publicação da Humani Generis, morre Pio XII e lhe sucede João XXIII. Ao terceiro ano de seu pontificado, convoca um Concílio Ecumênico, onde já no discurso de abertura, faz da distinção entre substância e forma, o preceito mestre do Concílio:

" Uma coisa é a substância do « depositum fidei », isto é, as verdades contidas na nossa doutrina, e outra é a formulação com que são enunciadas, conservando-lhes, contudo, o mesmo sentido e o mesmo alcance. Será preciso atribuir muita importância a esta forma e, se necessário, insistir com paciência, na sua elaboração; e dever-se-á usar a maneira de apresentar as coisas que mais corresponda ao magistério, cujo caráter é prevalentemente pastoral. "(7)

O Concílio durará apenas 3 anos (1962-1965), sua aplicação colocará a Igreja em uma crise jamais vista em toda sua história. Hoje passados quase 43 anos de seu término, podemos avaliar este Concílio como algo no mínimo estranho a tradição da Igreja. Porque triunfaram todos os princípios modernistas até então condenados pela Igreja. O que é fácilmente demonstrado pela litúrgia, onde afirmou e reafirmou-se o direito da Théologie Nouvelle:

"Mantendo-se substancialmente a unidade do rito romano, dê-se possibilidade às legítimas diversidades e adaptações aos vários grupos étnicos, regiões e povos, sobretudo nas Missões, de se afirmarem, até na revisão dos livros litúrgicos; tenha-se isto oportunamente diante dos olhos ao estruturar os ritos e ao preparar as rubricas. " (8)

No inicío do artigo referimo nos ao preceito batismal (fundamental) pelo qual fomos batizados, o de formar um só corpo. Caros leitores, pergunto a vocês:

Aplicado a distinção modernista na Igreja, qual seria sua substância e qual seria sua forma?

Como judeus ou gregos, escravos ou livres, formarão um só corpo, se lhes é dado o direito de formar sua própia litúrgia?

Podemos dizer sem sombra de dúvidas que passados quase dois mil anos, foi necessário um Concílio Ecumênico para detectar um grave problema no cristianismo; ele não tem uma forma universal e própia, sua forma é empréstimo de todas as culturas humanas. O cristianismo em si mesmo, não dispõem de uma cultura, uma filosofia e uma teologia própia, ele evoluí e juntamente com ele tudo que o compõe.

A litúrgia caríssimos, encarnou-se em todas as culturas e filosofias humanas. Provando nos o resultado prático da adoção do método moderno que foi condenado pelo Magistério pré-conciliar, por ser a geratriz do preceito modernista exposto.

Ora, ao aplicar-se a misericórdia ao erro, pressupõe-se a tentativa de encarnação da doutrina católica no erro e dá se a este a liberdade para encarnar-se na doutrina católica. Tal aplicação e liberdade, só é possível pelo método moderno, que pressupõe condenações após a experiência. Assim, reduz-se o catolicismo ao natural e humano, pois as condenações são avisos de DEUS para os fiéis não fazerem a experiência do erro. Condenando-se após a experiência, DEUS não fala, mas é o homem quem fala, através da juízos meramente humanos. Digamos, que dariam ouvidos a um São João Bosco, apenas após o cumprimento de cada profecia que fizesse, pois necessitam apenas da prova de que a profecia é profecia, não de seu conteúdo.


(1) São Paulo; Primeira Carta aos Coríntios; Cap. 12, Vers. 13
(2) São Pio X; Pascendi Dominici Gregis; O modernista crente
(3) Ibidem
(4)
(5)Uma Criteriosa teológica; Cardeal Dom Aloisio Lorscheider
(6) Ibid.
(7) João XXIII; Discurso de abertura do Concílio Vaticano II, VI. Como deve ser promovida a doutrina, 5.
(8) Sacrosanctum Concilium 38

Traidores de Cristo

Atualmente podemos contemplar até mesmo autoridades que dizem ser possível encontrar salvação em outras religiões, filosofias e ciências. Judas Iscariotes, também pensava encontrar salvação fora de Cristo, porque a sua salvação dependia da libertação do julgo romano, ou seja, dependia da salvação material de Israel. Morreu ele, juntamente com sua esperança, pois no lugar para onde foi a esperança não entra.
Infelizmente a postura de Judas, é a mesma adotada pela Teologia da Libertação, com o consentimento episcopal; o modelo de messias de Judas Iscariotes, é o triunfalista que deveria libertar Israel do julgo Romano. O modelo da Igreja brasileira vai nessa linha, é um modelo socialista/marxista que visa a libertação do julgo capitalista. Evidentemente que tal modelo de Igreja é ecumênico, pois sobretudo, o ponto comum de todas as religiões é o "bem social." No entanto, não a traição maior a fé do que professar a salvação fora da Igreja, pois a porta que conduz a salvação é ESTREITA.
São Cipriano de Cartago, expressou muito bem esta estreiteza no dogma 'Extra Ecclesia Nulla Sallus.' O mesmo ainda diz que 'não pode ter DEUS por Pai quem não tem a Igreja por mãe' e Santo Agostinho referindo-se a Igreja, diz basicamente o mesmo, quando disse 'Cristo prega Cristo', ele também dizia que ela era a porta. Portanto a Igreja é a porta estreita, ela é necessária, não útil a salvação como dizem os protestantes e muitos católicos hoje em dia.
Se a Igreja fosse apenas útil a salvação, sua existência seria contingente, ela não necessitaria da promessa de não prevalecência dos portôes do inferno contra a mesma.
No caso do protestantismo, os portões do inferno triunfam em cada protestante que funda uma nova Igreja. Se todos os protestantes resolverem fundar Igrejas como seus pastores e mestres fundaram, já não haverá mais Igreja, mas sim o triunfo dos portões do inferno, por este motivo para os reformistas a Igreja é útil e sua existência contingente.
Em ano Paulino, é bom lembrar que a cruz era loucura para os gregos e escândalo para os judeus. Tais palavras podem se aplicar muito bem hoje a Bispos, Padres e Leigos Católicos, que tem a cruz como escândalo e loucura. Específicamente os modernistas, que são os membros autênticos da Sinagoga de Satanás.

domingo, 29 de junho de 2008

Pelos Pobres contra a estreiteza da porta

Genésio Boff é um daqueles que entraram pela porta larga e trilha o caminho espaçoso que conduz à perdição. É o que se constata ao ler o artigo que escreveu recentemente "Pelos pobres contra a estreiteza do método" em resposta a seu irmão, Clodovis Boff. Nosso Senhor Jesus Cristo ensinou que o meio (método) que nos conduz a salvação é estreito. Para ilustrar este ensinamento ele usou a analogia em relação a porta, como se nos Evangelhos:

"Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduzem à perdição e numerosos são os que por aí entram. Estreita, porém, é a porta e apertado o caminho da vida e raros são os que o encontram." Mt 7, 13-14

Considerando-se as palavras de Nosso Senhor, o artigo de Genésio, refuta o própio Genésio sem muito trabalho para Clodovis. Porque a prevalecência dos pobres sobre o método (porta) demonstra justamente o desvio essencial da teologia da libertação, que é o culto aos pobres ou ao povo (pobrelatria e povolatria) e a ditadura dos pobres ou do povo (pobremonismo ou povomonismo) ocupando assim o lugar de Cristo. Deste modo, para a Teologia da Libertação, a Igreja é uma Hydra, encabeçada pelos pobres.

A razão da adesão a porta larga e o abandono da porta estreita, é bem expressa por Genésio no pensamento de Barth:

"Pelo fato de que Deus se fez homem, o homem se tornou a medida de todas as coisas".

Partindo-se da premissa da igualdade revolucionária, isto quer dizer que pelo fato de Cristo ter se feito homem, o homem se fez Cristo. É bastante óbvio e elementar que considerando-se assim, toda e qualquer palavra humana, torna-se "Evangelho." Genésio eleva o nível da revolução ao Sagrado, o que ele faz é apenas pregar a igualdade entre Cristo e o homem, sendo que o homem se torna Filho de DEUS pela crença em Cristo e não simplesmente porque o verbo se faz carne. O que ele deseja é que se adore o que seria a "Santíssima humanidade", onde todos os seres humanos estariam em condições de igualdade com o Pai, o Filho e o Espírito Santo.

Uma teologia que tem em seus teólogos a medida de todas as coisas, é uma teologia onde a verdade é produto da consciência humana, não fruto de uma revelação. Portanto não é uma teologia do Espírito Santo, mas sim uma teologia do anticristo, uma teologia do mundo, da matéria e da evolução. Trata-se de uma teologia onde a igualdade, a liberdade e a fraternidade são absolutas e a verdade relativa ao homem. Não se trata de uma teologia de salvação, mas de uma teologia de perdição. Partindo-se da premissa Barth, todos estão salvos, por que então necessitarão de salvação?

Ora, se a salvação esta na encarnação e não na crucificação e ressurreição, não existe a necessidade da crença, do batismo e da evangelização. Os Apóstolos pregaram Cristo crucificado, os Tdls o Encarnado ou apenas o Ressucistado, nunca o crucificado. Nesta óptica, a cruz torna-se escandâlo e loucura, não mais para judeus e gentios, mas sim para aqueles que ainda se dizem Cristãos, mas na verdade são pagãos, como disse a bastante tempo um jovem que se chamava Ratzinger. Deste modo, anula-se o sacríficio perfeito e eficaz colocando-se a salvação no inicío da vida humana de Nosso Senhor e não naquilo que ele é e representa, toma-se uma parte para construir-se um novo todo. E o cristianismo por se amoldar a medida de todas as coisas partindo-se do juízo de cada um, torna-se a grande meretriz babilônia. Há consequência disto é o pluralismo católico, que se dá em sínteses, como algumas que podemos contemplar:

Catolicismo e Iluminismo = Concílio Vaticano II
Catolicismo e marxismo = Teologia da Libertação
Catolicismo e protestantismo = Renovação Carismática Católica
Catolicismo e Maçonaria = Cavaleiros de Colombo

O fim da pregação da TL é a prostituição cultual, intelectual e religiosa. Nela não existe fidelidade nenhuma a Jesus Cristo, mas sim ao homem, pois quando se considera que ele é a medida de todas as coisas, ele se torna hoje o que Cristo foi na Idade Média. Para Genésio, nós somos Cristomonistas, mas para nós Genésio é humanomonista, um pregador da ditadura do humanismo, que é a ditadura do nihilismo. Em termos de salvação, Genésio não tem nada a oferecer, por isso não respondeu Joelmir Betting, quando este lhe questionou sobre o papel da Igreja ser o de reformar o homem.

Cristo avisou nos que viriam falsos profetas, em nosso tempo, eles acreditam que a evolução é o Espírito Santo. Se a evolução diz tudo, gostaria que alguém me provasse que Genésio não esta evoluindo, por exemplo, para um Marcião. Para eles isto não é o suficiente, por isso ele diz no artigo:

"O pressuposto é que a graça e o Ressuscitado estão em ação no mundo e seria blasfemar o Espírito Santo admitir que os modernos só pensaram erros e equívocos."

Blasfêmia contra o Espírito Santo, é chamar nosso Senhor de mentiroso, isto deduz-se das própias palavras do Senhor:

"É o Espírito da Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece, mas vós o conhecereis, porque permanecerá convosco e estará em vós." Jo 14, 7

Ora, se o pressuposto é que a graça e o Senhor estão em ação no mundo (Não na Igreja), isto quer dizer que o mundo o vê e que o conhece. Deduz-se pela afirmação de Genésio e pelas suas palavras não só neste artigo, que para ele o Espírito Santo é a Evolução, como o Pai é o mundo e o Filho é a matéria. Talvez seja por esta razão que ele tenha três árvores com os nomes da Santíssima Trindade. Sabemos pela afirmação de Nosso Senhor, que isto não é verdade, então em quem acreditam os Tdls, em Cristo ou em Genésio?

Enfim, a Teologia da Libertação, é a teologia do roubo, da mentira e da destruição, um reflexo espiritual do que representou materialmente o marxismo nas nações onde foi adotado e ainda é adotado. Há Igreja não é dos pobres, a Igreja é de Cristo e sua opção preferencial não é por classes econômicas, pois ela não adora Mamom, mas Jesus Cristo. A opção preferencial da Igreja Católica, sempre foi e será pela classe espiritual dos pecadores, porque são classes enfermas e necessitam de médico, as classes sãs não. Nosso Senhor Jesus Cristo, nos livre dos falsos profetas e nos guarde de todo mal.

terça-feira, 24 de junho de 2008

Hoje a Nova Igreja não pode salvar, está fechada para reformas

A Igreja próxima a minha casa, está sempre em reformas, por isso ela vive frequentemente fechada. Incrívelmente a cada semana as suas paredes são pintadas de uma cor; uma semana ela esta branca e na outra verde. O Padre nunca se decide por uma cor, ele quer sempre que um fiel escolha a cor. E nós acabamos ficando sem Missa e Eucaristia.

Em seu interior as coisas também sempre são mudadas. Não se decidiram ainda qual Santo deve estar no altar, a cada dia colocam um santo para depois trocar por outro. Diz o Padre que cada fiel tem seu santo de devoção, por isto não é justo consagrar a Igreja a um santo ou nomeá-la com o nome de apenas um. Assim, resolveu que a cada dia ela teria no altar a imagem de um santo e que nomearia a Igreja naquele dia. Segundo ele, é preciso agradar os fiéis.

Bom, isto é apenas uma estorinha para ilustrar a Nova Igreja dos modernistas e dos teólogos da libertação. Trata-se de uma Igreja fechada para a salvação e aberta para reformas, fechada para o povo e aberta para os teólogos. É uma Igreja onde o sal perdeu o sabor e que se tornou insípida; ela não reforma e nem salva o homem, porque está sempre em reformas.

Ocupando-se apenas com a econômia e a política, nunca consigo mesma e com seu Senhor, quem poderá ela salvar?

Abramos os olhos, não sejamos tolos, não queiramos reformar a Igreja quando somos nós que necessitamos de mudanças. É claro, extremamente claro que uma Igreja que esta em continua reforma não salva nada e nem ninguém, porque não é a Igreja de Cristo, mas a Sinagoga de Satanás. Se a Igreja é "Semper Reformanda", quando vai abrir para transformar seus fiéis? Quando ela cumprirá a sua máxima lei que é a salvação das almas?

Caríssimos leitores, estamos diante de um momento sem igual na história da Igreja. No Brasil, todas as classes que compõem a Igreja mantém uma relação de auto-suficiência, ou seja, cada uma em particular julga-se a própia Igreja. Não se contempla mais nas próprias Igrejas algumas das famosas vias tomistas para se demonstrar a existência de DEUS. Como a segunda via onde Frei Tomás apresenta uma relação de ordenação entre moventes e movidos. Cada qual se julga movente e para isto tem encontros anuais para decidirem pelas própias diretrizes, como o vergonhoso 12° ENP que provou que não são mais os
Bispos que ordenam os presbíteros ao seu majestoso fim. Agora os presbíteros se auto-ordenam, como todas as outras classes que compunham a Igreja. Tudo isto para nossa angústia e tristeza, demonstra que não temos mais um corpo na Igreja no Brasil, como o descrito em 1 Corintíos 12.

O que temos dentro da própia Igreja são corpos particulares e independentes que lutam entre si. No Brasil isto se deve a teologia da libertação que, com a ajuda do Episcopado, seja pelo apoio ou pelo silêncio dos Bispos, implantou na Igreja a dinâmica da luta de classes. Exemplo disto foi a recente proibição do episcopado do Espírito Santo e de Minas Gerais a candidatura política de Padres e o motim promovido por um dos membros da vanguarda da Teologia da Libertação, Frei Gilvander (tem programa de rádio), da Igreja do Carmo em Belo Horizonte que se reuniu com mais 20 Padres. Diga-se de passagem, todos comunistas e auto-excomungados. É caríssimos, existem rebanhos nas mãos de lobos e o episcopado, o que faz? Cuida da reforma agrária e da política...

A salvação das nossas almas, atualmente não tem importância, o que tem importância é reformar a Igreja e a Sociedade. O homem para eles não precisa de reformas, só a Igreja. Seria cômico se não fosse trágico, esses tais julgam-se salvos e a Igreja perdida, por isso clamam por mudanças, eles não estão em Cristo e na Igreja, estão no mundo, dando voltas, e esquecem-se que a cruz permanece firme, como diz o lema dos cartuxos.

Bem digo quando afirmo que para a nova teologia e para a TL a Trindade é o mundo, a matéria (Logus) e a evolução. Há quem duvide, mas a prova esta mais do que evidente, visitem o site da CNBB, lá pode-se ler artigos de marxistas, humanistas, economistas e um tanto de outro "istas". Catolicista, meus caros, não existe e nem textos genuinamente católicos naquele site.

Cuidado, muito cuidado, porque nosso Senhor morreu e ressuscitou pela salvação de nossas almas. Não para reformar a sociedade ou para servir a humanidade, mas para fundar na terra a Jerusalém celestial que é a Igreja, capital do Reino de DEUS. Vós sois cidadãos do Reino de DEUS, não vos deixeis enganar, por aqueles que pregam a democracia na Igreja. Nosso Senhor falou-nos do REINO, isto mesmo REINO e não REPÚBLICA de DEUS.

Em tempos em que a autoridade eclesiástica é morna e pensa ser rica a ponto de abandonar o ensino para dialogar com os tradicionais inimigos de DEUS (Ap 3,5), todo cuidado é pouco. Rezemos pela santificação e fidelidade dos clérigos, especialmente dos Bispos. E rezemos principalmente pelo Papa que atualmente é maior vitíma da infidelidade do clero. Nosso Senhor nos proteja e nos guarde, hoje e sempre

domingo, 8 de junho de 2008

No folheto "o Domingo"; Karl Marxs e na Missão da Igreja: Indigenar o Brasil

Por Gederson Falcometa Zagnoli Pinheiro de Faria

A CNBB deveria repensar a sua postura. Não faz sentido pedir ética na política, enquanto seus membros falseiam o Evangelho de Jesus Cristo e suas própias vocações.


No Brasil, os Bispos são tão bons que utilizam os dizímos de fiéis católicos para a destruição da fé, destes mesmos fiéis. Nas própias Missas dominicais temos recebido a "palavra" marxista através de textos do Pe Benedito Ferraro, como pode se ler :





Os dizímos aqui tem se destinado a promoção do marxismo em nosso país e não propiamente a difusão e a defesa da doutrina católica. A CNBB não conta isto para nós católicos que pensamos estar contribuindo para a Evangelização. Será que os Bispos estão cegos ou se tornaram marionetes do povo e da imprensa? Será que eles ainda tem pelo menos a fé do tamanho de um grão de mostarda?


Vide a obra missionária da CNBB, no Portal Missionário da Igreja Católica ou o site do CIMI (Conselho indigenista missionário) . Ambos tem em seu conteúdo implicíta e explicítamente, o marxismo. O Cimi, por exemplo, não quer Evangelizar os Índios, mas indigenar o Brasil, como pode se ler no objeto da atuação do CIMI:


"O objetivo da atuação do Cimi foi assim definido pela Assembléia Nacional de 1995: “Impulsionados(as) por nossa fé no Evangelho da vida, justiça e solidariedade e frente às agressões do modelo neoliberal, decidimos intensificar a presença e apoio junto às comunidades, povos e organizações indígenas e intervir na sociedade brasileira como aliados (as) dos povos indígenas, fortalecendo o processo de autonomia desses povos na construção de um projeto alternativos, pluriétnico, popular e democrático.” http://www.cimi.org.br/?system=news&action=read&id=247&eid=224


O Evangelho da vida da justiça e da solidariedade, seria o Evangelho da Revolução Francesa? O Evangelho da Revolução Russa? Ou o Evangelho de Karl Marx?


Há revolução é clara no objetivo de atuação dos Missionários que não pregam e não citam Cristo e nem seu Evangelho. O pior é que eles acreditam no que dizem e querem indigenar o Brasil:


"E para esta nova sociedade, forjada na própria luta, o Cimi acredita que os povos indígenas são fontes de inspiração para a revisão dos sentidos, da história, das orientações e práticas sociais, políticas e econômicas construídas até hoje."http://www.cimi.org.br/?system=news&action=read&id=247&eid=224


É bastante provável que a Missão deles seja aprender o Evangelho dos Índios para a Evangelizar a nós que somos cruéis e bárbaros. Talvez carreguemos a mesma culpa que JJ Rousseau atribuiu aos mortos do grande terremoto de Lisboa em 1755, moramos em casas.

Uma coisa é certa, os Missionários do CIMI, não querem transformar os Índios em Cristãos, eles querem transformar os Cristãos em Índios. Querem transformar o Brasil na grande nação cara-pálida. Simplesmente condenam o Padre Anchieta...


Já no PMIC, existem textos de Frei Betto e Leonardo Boff. E a mesma diarréia cerebral do CIMI. O que adiantou o silêncio obsequioso imposto a Leonardo Boff, se a CNBB crê, estremece, mas não obedece?


É um mistério, o mistério da iniquidade que sobre densas trevas se esconde. Se dissipado pela luz não poderá ser entendindo ou compreendido. Para compreender e entender este mistério, é necessária a experiência, cair em tentação. E pelo que parece não são poucos que querem transformar a pedra em pão, se atirarem do alto do tempo em direção ao povo e se ajoelharem diante do Príncipe deste mundo. Que DEUS nos livres desta tentação insana e bestial.


Se DEUS não existe, tudo é permitido, dizia Dostoiévisk. Aos órgãos filiados a CNBB, tudo é permitido, eles não possuem ordenação episcopal. Cada classe que compõe a Igreja do Brasil é auto-suficiente e independente em relação ao Episcopado. Todas tem seus própios encontros onde formulam as suas diretrizes, elas são iguais, mudam se apenas as vestes. Não existe uma relação de corporativismo, a Igreja do Brasil não lembra nem de longe o CORPO DE CRISTO, mais sim um mineral. Hoje cada classe da Igreja do Brasil é uma pedra de tropeço para os pequeninos que acreditam na Igreja e em Cristo.


Depois quando as sujeiras são descobertas, como no caso do DVD da CF 2008, a CNBB da uma de Lula e diz que não sabe de nada. Parece que esta tática é comum entre os comunistas. Dificíl é saber se a CNBB aprendeu com o Lula ou o Lula aprendeu com a ela. A segunda hipótese é a mais provável, pois tivemos o governo mais corrupto de toda história do Brasil e a CNBB não disse nada em relação ao PT que é filho da diabólica Teologia da Libertação, que por sua vez é a menina dos olhos desta instituição. De fato quem cala consente e pelos frutos se conhece a árvore. Do jeito que as coisas andam a CNBB deveria substituir as leituras biblícas dominicais pela leitura do "Manifesto Comunista." Para a CNBB, existem meios para se atingir fins e fins para se esconder os meios.


A desobediência da CNBB é tão nítida que ela em toda a sua existência vem tentando transformar a pedra em pão. Promovendo a reforma da sociedade, parece que ela se esqueceu que esta é composta de homens e que sua responsabilidade primordial é a reforma do homem. Deveria produzir novas criaturas em Cristo, mas produz novos revolucionários em Marx.


Quem crer e for batizado será salvo, quem porém não crer será condenado, disse JESUS CRISTO, mas vejam o que diz Dom Beni que de Bispo tem apenas o báculo e o anel:


"Cristo revela, antes de tudo, a dignidade sagrada do ser humano. Ele possui uma vocação divina (15). Encontra-se numa relação única com Deus. É seu filho não só no sentido de que Deus é criador de tudo o que existe. O ser humano é filho no Filho de Deus que se encarnou. Com seu mistério pascal, Jesus demonstrou ainda que a nossa condição definitiva não é morte. É a ressurreição.Ao entrar numa comunidade humana, o Filho de Deus tornou-se solidário a nós. Santificou as relações humanas. Usou as categorias humanas para nos falar do amor do Pai, para anunciar o seu projeto de justiça, de fraternidade e de paz (16)." A Evangelização e o serviço ao mundo - Dom Benedito Beni dos Santos


O título do texto já é apostáta, o conteúdo não seria diferente. Segundo ele Jesus revela a dignidade sagrada do ser humano que é a de ser filho de DEUS, independente da Religião e da Crença. Segundo o Evangelho, seremos chamados filhos de DEUS se nele crermos. Em quem devemos acreditar? Em Jesus ou em Dom Beni?


A Igreja como instituição inspirada pelo Espírito Santo, tem a Missão de convencer o homem do pecado, da justiça e do juízo (Como Paulo plantava e Apolo regava). A CNBB, tem por missão convencer o homem da dignidade de sua pessoa humana, a defesa da vida e a santidade do povo. Para isto prega a igualdade, a fraternidade e a liberdade, ou seja, a Revolução Francesa. Para a Conferência Episcopal dos Bispos do Brasil, o Brasil é Igreja. Tal consideração é fruto da Nova Teologia, onde o mundo é colocado no lugar do Pai, a matério no lugar do Filho (logus) e a Evolução no lugar do Espírito Santo. Esta é a trindade da CNBB, o mundo, a matéria e a evolução.A consequência desta postura, é que não existe mais pecado, não existe mais justiça e não haverá mais juízo, ou seja, a CNBB não atende ao chamado do Espírito Santo e não prega o Evangelho de Jesus Cristo.


As nossas almas não interessam a CNBB. Suspeito que os Bispos do Brasil não acreditem mais no inferno. A grande maioria pensa que o povo é santo e que todos estão salvos. Apesar dos pecados do povo testemunharem contra as duas coisas. Mas,o que lhe interessa é a subserviência ao Estado Brasileiro. De fato os Bispos não são da Igreja, eles são do Brasil; Conferência episcopal dos Bispos DO Brasil


Não quero um dia olhar nosso Senhor nos olhos e dizer que me calei diante dos crimes cometidos por esta entidade em nome de uma Evangelização que não é cristã, mas revolucionária. Os católicos precisam saber que estão pagando pela destruição da própia fé aos que deveriam defendê-la e divulgá-la, como sempre foi feito.


Nosso Senhor tenha piedade de nossas almas, oriente e santifique os nossos Bispos. Para que se ocupem e preocupem com a nossa salvação. Porque o que se vê na CNBB, é uma preocupação com a salvação do bolso dos brasileiros ao custo da extinção da fé católica.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Profetas sem profecia

Por Gederson Falcometa Zagnoli Pinheiro de Faria

A atividade profética no Antigos Testamento, consistiu na pregação da vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo, na denúncia dos pecados do “povo de DEUS” e na anunciação dos respectivos castigos.

Atualmente a famigerada Teologia da Libertação (apoiada pela CNBB), pretende fazer um “aggiornamento” no Dom de Profecia, o que lhe faz deixar de ser um Dom. No Brasil, a atividade profética parte da premissa de que nosso povo é Santo e são as entidades políticas e religiosas as pecadoras, os instrumentos de opressão. Ainda não descobriram que tais entidades são compostas por homens, quando descobrirem pensaram em ofertar-lhes a salvação como manda o santo Evangelho.

É claro que salvando o homem, salvam-se as instituições nas quais ele trabalha. Só que a Teologia da Libertação quer "libertar" o homem do Estado, ela sequer considera a utilidade do Estado para o bem comum. O mesmo se aplica a Igreja, não se trata de uma teologia de salvação, mas de uma teologia de destruição.

Nosso Senhor disse que o diabo veio para matar, roubar e destruir. O marxismo por onde passou deixou marcas de sua tríade maligna, em sua versão teológica, não seria diferente. O que querem é apenas a experiência de uma sociedade sem instituições estatais, empresariais e eclesiásticas.

A Teologia da Libertação ao adotar o marxismo, acredita que é a prática quem faz a teoria. Tendo esta postura, todos os conceitos que esta teologia tem, são humanos e contigentes, não são divinos e absolutos. Para os teologistas da libertação, não é DEUS quem determina o que é o profeta e muito menos quem ele é. O que determina o profeta e quem ele é, é a prática humana, DEUS é excluído, e a sua palavra sequer é considerada. O que fazem estes profetas sem profecias, é aplicar o conceito do Pe Henri Bouillard; "Quando o espírito evolui, uma verdade imutável não se mantém senão graças a uma evolução simultânea e correlativa de todas as noções, mantendo entre elas uma mesma relação. Uma teologia que não fosse atual seria uma teologia falsa." Conversion et gráce chez Saint Thomas d'Aquin

O Theos para estes teólogos é o mundo e o logos é a matéria. Desta maneira, uma teologia que não acompanha a evolução (O Espírito Santo da Nova Teologia), é uma teologia falsa. Então até o dia de hoje o cristianismo nunca possuiu e possuíra uma teologia verdadeira. Exatamente porque a prática não pode fazer a teoria e ao mesmo tempo proceder de DEUS. Se a teoria faz a prática, DEUS falou, se a prática faz a teoria, DEUS nunca falou a humanidade, ele simplesmente não existe.

É notório em alguns relatos do AT que os verdadeiros profetas foram desacreditados pelos falsos profetas. Isto porque os primeiros estavam em comunhão com DEUS e os segundos com seu tempo. Além disso, cabe dizer que o tempo das profecias cessou com São João Batista, como diz nosso Senhor: “Porque os profetas e a lei tiveram a palavra até João.” Mt 11, 13

Ora, se os profetas e a lei tiveram a palavra até João, por que esforçam-se os Teologistas da Libertação em formar novos profetas sem a participação de DEUS?

O motivo é bem simples, eles não consideram Jesus como DEUS e assim não podem considerar a graça e muito menos que há uma palavra de DEUS. Agem como os Pelagianos, que acreditavam que o homem não necessita da graça enquanto não pecarem. Necessitam da graça somente se vierem a pecar. Deste modo, eles acreditam que o homem possuí o primeiro estado de Adão e Eva. Assim passamos a entender porque eles consideram que o povo brasileiro é santo.

Também não consideram a lei como elemento de justificação do homem. Para eles o homem é justificado pura e simplesmente por ser, humano, é como diz o ditado; “Errar é humano.” O fato do homem ser, humano, justifica todo e qualquer erro. Assim o erro tornou-se a medida da piedade e da misericórdia, além de ter se tornado a medida da perfeição humana.

É impiedoso, demasiadamente impiedoso, colocar o fim da profecia na denúncia de injustiças sociais e desviá-la da denúncia dos pecados. Equivale a rejeitar o Espírito Santo, que de um certo modo, utiliza nos para convencer o homem do pecado, da justiça e do juízo. Isto também tem uma explicação; não acreditando os Teologistas da Libertação na propriedade privada, eles não podem acreditar que o Dom é de propriedade de DEUS e que ele o confere a quem bem entende. O mesmo aplica-se a verdade, como dizia Dostoievisk; Se DEUS não existe, tudo é permitido. Isto por um motivo bem simples; Sem DEUS não existe propriedade privada, nem mesmo o Dom da Profecia tem dono.

Há apropriação indevida do Dom de Profecia, provoca a multiplicação dos falsos profetas. Aqueles dos quais o Senhor nos advertiu dizendo: “Guardai-vos dos falsos profetas. Eles vêm a vós disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos arrebatadores.” Mt 7,15

No entanto, estas palavras, como todas palavras do Senhor, para um Teologista da Libertação são teorias que devem ser desconsideradas ou transformadas pela prática. Então temos aqui novamente o ensinamento do Pe. Henri Bouillard. Seguir tal teologia, significa sempre aprender e nunca chegar ao conhecimento da verdade (II Tm 3,7).

Sempre praticando, mas nunca chegando a teoria, rejeitam a DEUS e rejeitando-o, seus erros ficam evidentes aos que o aceitam. Porque como essa Teologia pode Libertar, se a libertação cristã vem pelo conhecimento da verdade? Jesus não “disse conhereis a prática de vosso tempo e de vossa sociedade e ela vos libertará”, mas sim; “Conhecereís a verdade e a verdade vos libertará” Jo 8, 32

Evidentemente também devo conhecer a verdade sobre a profecia para saber o que é um profeta e se de fato é um profeta. Eles porém pensam praticar a profecia, logo não sabem o que é a profecia e nem podem saber, porque ocupam-se apenas da prática e perseguem a teoria profética perfeita. Assim, são todos falsos profetas que não vem da parte de DEUS. É pela falsidade com que atuam, que fica cada vez mais claro e evidente as palavras do autêntico profeta: “E vereis de novo que há uma diferença entre justo e ímpio, entre quem serve a Deus e quem não o serve.” Ml 3,18